Jurassic World: Domínio, o fim de uma Era Jurássica!

Jurassic World: Domínio”, já era esperado a quase 2 anos, ele praticamente estava pronto em 2020, por complicações da Pandemia COVID-19, o filme teve um atraso para chegar nas telonas, assim como a maioria dos filmes que estão sendo lançados este ano. Isto alimentou a ansiedade dos fãs, amadores e críticos leigos da franquia.

Tudo começou com “Jurassic World: O Mundo do Dinossauros” em 2015, depois se estendeu para uma sequência “Jurassic World: Reino Ameaçado”em 2018. E agora finaliza em 2 de Junho, com a conclusão épica e jurássica de uma franquia de dinossauros com personagens icônicos e lendários da franquia original de “Jurassic Park” de 1993.

Mas toda essa ansiedade vai acabar em breve na próxima quinta-feira, 2 de Junho. E então vai ter válido muito a pena esperar esse enorme período sombrio e triste, para nos divertir, rir, ter todo aquela emoção e aquele choro de felicidade com a volta de três personagens do primeiro filme do Jurassic Park ao encontro da nova geração do elenco de Jurassic World.

Os apaixonados por dinossauros não estão nada preparados para rever a clássica T-Rex (Tiranossauro Rex) em um ângulo nunca visto antes e novos dinossauros (novas espécies) e dessa vez com efeitos práticos, em um CGI bem realista, mais do que foi visto nos dois filmes anteriores. E também o uso de robôs (megatrônicos) reais de dinossauros que os fãs do clássico tanto amam em Jurassic Park, é os momentos nostalgias para quem tem aquela memória afetiva.

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Domínio trouxe talvez inovações demais em contrapartida da pouca exploração no roteiro, Colin Trevorrow é o diretor dessa franquia, ele tem uma problemática bem pequena desde o começo, ele tenta dar aquele clímax, mas ele usa um efeito encerra e recomeça com a mesma problemática em diversas ideias mirabolantes sem ter uma explicação, isto acontece bastante quando o laboratório e a criação de dinossauros muda de nome, lugar e acontece sempre o caos inesperado.

Erro ou acerto, Jurassic Park e o o caos imprevisível?

O caos imprevisível, muito explorado lá em Jurassic Park, pelo Doutor e matemático, Ian Malcom (Jeff Goldblum) sobre o parque dos dinossauros dar errado por diversos motivos que todo mundo sabe onde termina a “Teoria do Caos”. Isto aconteceu em Jurassic World (no parque novo) e Jurassic World: Reino Ameçado (no hotel). Os cientistas de má fé não sabem errar uma, duas, ele tem que aprender com a terceiro erro? Será que precisou tanto tempo assim?

Isto pode irritar alguns fãs ou analisadores da trama toda, o espectador que leva tudo ao pé da letra, quer as respostas para as perguntas que nunca serão respondidas tão brevemente. O importante antes de qualquer coisa é saber as perguntas certas que terão aquelas respostas sem fim, para sempre argumentar com novas explorações. Isto é a essência de um clássico, ele nunca morre, autêntico.

A exploração exagerada da trama em trazer novas ideias, novos rostos para um fechamento de uma trilogia, não teve o cuidado com a falta de explicações e pouco aproveitado na trama também, eles tem aquela importância para o desenrolar, mas esquecem de explorar mais os motivos de agir daquele jeito aqui ou ali. Um dos exemplos é o Dr. Lewis Dodgson (Campbell Scott), é o vilão, o criador do laborário Biosyn, que explora e cria problemas para o mundo dos humanos e agora dos dinossauros também.

Os acontecimentos, se passam após quatro anos de Reino Ameaçado terem sido libertados, os dinossauros que eram mantidos em cativeiros em um hotel/castelo e explorados em um leilão jurássico. Agora os dinossauros estão soltos pelo planeta, vivem em harmonia ou gerando consequências catastróficas para os humanos e até o reino animal do nosso mundo. Isto é mostrado logo na abertura do filme, de maneira introdutória passando por vários lugares do mundo.

O retorno dos esquecidos no churrasco de dinossauro

O Jurassic World e o antigo Jurassic Park são lugares esquecidos e abandonados pelos dinossauros. Isto é um ponto fraco em relação ao título da franquia e a coragem de Colin Trevorrow focar em outras coisas e dar sentido bem forte ao subtítulo “Domínio”, a trama é sobre isto e suas consequências. O problema é que inicialmente não parecia filme sobre dinossauros, mas vai ganhando força aos poucos.

A preocupação na trama foi focar em seu trio de Jurassic World, que agora uma “família surpreendente” formada por Owen Grady (Chris Pratt) e Claire Dearing (Bryce Dallas Howard) com a “filha”, Maisie Lockwood (Isabella Sermon), escondidos em uma casa de campo no meio da neve, em Sierra Nevada. E tentam ser bons pais para a menina, mantendo ela dentro de casa sem fazer contato algum com o mundo afora.

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Isto não dá muito certo, pois a Maisie, tem 14 anos, tem uma inteligência nobre e um DNA procurado pelo governo e pela Biosyn que quer tanto descobrir os mistérios do avô, Benjamin Lockwood que a criou à partir do DNA da filha falecida, a Charlotte Lockwood (Eva Trill), ou seja, um clone de alguém que já existiu, com algumas modificações para não ter a doença que à matou, curando a Maisie.

E como a menina é bem rebelde, teimosa, também quer saber as suas raízes e origem, se deixa levar e acaba sendo caçada por caçadores/ajudantes da Biosyn e junto também levam a bebê raptor, a filha da Blue que agora vive livre no meio da floresta e do gelo, pois é idêntica a mãe, gerada de si mesma, foi capaz de reproduzir sozinha.

O primeiro ato é um mix de sentimentos bem legais para se introduzir e trazer com certo prazer e respeito aos personagens lendários de Jurassic Park, sem perder a essência e as referências, o espectador vai ter muitas emoções com a Dra. Ellie Sattler (Laura Dern), nossa heroína, feminista dos anos 90, sendo aquela bióloga brilhante, professora e trabalha para descobrir os riscos da natureza, dos animais e também dos dinossauros que é a sua especialidade de paleontóloga.

A volta do Dr. Alan Grant (Sam Neill) que continua sendo o arqueólogo e escavador fosseis de dinossauros que vai fazer os espectadores urrarem de alegria, porque isto é a essência da Era Jurássica. E ele tem grandes momentos, alguns muito engraçados, românticos e dramáticos com sua velha amiga Ellie Sattler. Talvez tenha faltado um pouco de carisma com as crianças do modo como foi explorado em Jurassic Park, com os netos do Hammound, Lex e Tim. E seu objeto icônico, além do seu chapéu cowboy (country), a unha pontiaguda do Velociraptor.

E para fechar o trio jurássico, temos o Dr. Ian Malcom (Jeff Goldblum), o matemático mulherengo, bem no seu auge da carreira, famoso professor, escritor e administra uma palestra na Biosyn, como um certo infiltrado, sempre descobrindo os podres da empresa e dos laboratórios. Suas cenas clássicas de Jurassic Park são bem nostálgicas. Um acerto e tanto. Não vamos contar detalhes, porque vale a experiência de cada um neste 2 de Junho e não queremos estragar a surpresa. Lema do Gui, aqui na Nation Pop é proibido dar spoiler.

O início do fim, ou seria de novo o recomeço?

O segundo ato e terceiro trabalha-se aquelas problemáticas que foi o mix de situações que não sei que ajudou ou se trouxe um novo jeito de trabalhar o tema jurássico, foi o momento bem moderno, beira no contexto da frase “isto é tão Black Mirror” com um pouco de catástrofe natural e bíblica com os gafanhotos gigantes meio dinossauros que estão acabando com as plantações alimentícia da cadeia alimentar do mundo. E a consequência disto, transformar em uma arma contra os dinossauros presos na Biosyn, numa referência ao meteoros caindo e queimando tudo.

A história tem tudo para ter aquele desenvolvimento de consequência que não teve, acreditamos que ficou em falta isto, todas as cenas de ação são muito boas, sejam em CGI ou magatrônico/real. O que vai agradar muito é a novidade que tem na desenvoltura das cenas que vai fundo no sombrio e beira ao terror sci-fi (ficção-cientítica) que vai criar uma tensão, calafrios e sem fôlego no futuro espectador.

Umas coisinhas que talvez tenham ficado muito em aberto, o esquecimento e importância da nossa velociraptor se aventurando com o Owen, ela é esquecida na trama e a sua filha também deixa a desejar, apesar de idêntica, pouco explorada. A Blue tem um instinto de heroína nos dois primeiro filmes que neste não se desenvolve tão bem.

O final épico pode dividir opiniões, em relação a resolver a situação que parecia “um bicho de sete-cabeças”, no ato final, foi um passe de mágica, pareceu preguiça do roteiro, mas, por outro lado, a essência de “Domínio” (Dominion) precisava de um DNA modificado para arrumar o reino jurássico em harmonia com reino animal e humano, sem termos problemas naturais ou catastrófico. O mundo com os dinossauros sem ser uma ameaça, foi bonito de se ver. E o desfecho de cada personagem também foi um acerto de contas bem resolvido entre os principais e antagonistas tiveram sua consequência levando a morte ou arrumando os erros.

O marketing de algumas cenas soltadas antes do filme, estrear, aquela cena inicial, que explora o mundo jurássico no início que mostra o mosquito pré-histórico sugando o sangue e parte para uma perseguição de helicópteros atrás da T-Rex causando em um cinema drive-in, parecia ser uma abertura perfeita para o filme, porém na versão final que irão conferir, não temos ela inserida, o que pode desagradar quem espera por ela. E até teve poucas referências ao mosquito na âmbar, o famoso amarelo-laranja, pouco vão reparar no anel da Ellie e na fala do Alan que o diz quando estão na caverna.

E se vai ter outros no futuro não sabemos. Este filme não tem cena pós-crédito, então se encerra. Vai deixar saudades no coração de cada fã. O Nation Pop conferiu a cabine de imprensa e viu bastante divisões de opiniões, o que é normal e sempre ocorre em qualquer tipo de filme, ainda mais um de uma franquia extremamente amada pelo público.

Estivemos também, na sessão exclusiva da Universal Pictures que ocorreu à noite, na última sexta-feira (27 de Maio), foi às 20h que reuniu fãs de diversos lugares do Brasil, no Cine Marquise, em São Paulo, na Av. Paulista, dentro do Conjunto Nacional.

A experiência além de rever, pela segunda vez, no mesmo dia, é observar a reação do público com o filme, com o evento, os cenários para vídeos, fotos, entrevistas, cosplays, fanáticos pela franquia, ajuda bastante em exploração, até para trazer argumentos e ideias para este texto. E até observamos que as crianças são apaixonadas e até mais inteligentes do que a geração dos anos 90 foi um dia, sabem os nomes de dinossauros, personagem e prestam muita atenção. E foi legal saber que conhecem Jurassic Park por causa de um pai, uma mãe, um irmão ou até mesmo um amigo.

Conhecer fãs, pessoas, observar looks inspiradores, é realmente uma festa para se ver o “Jurassic World: Domínio” e valeu muito estar perto de todo mundo que entende de paixão por dinossauros grandes, médios, pequenos, fofos, inofensivos, sombrios, coloridos, com pelos ou penas, porque só assim existe uma comunicação em harmonia. E o pós-pandemia com a volta de eventos com muitas pessoas, ainda que com alguns cuidados de cada um, podemos sim construir um mundo melhor.

A ciência tem muito o que acertar ainda, pois tem muito erros ainda que infelizmente ocorrem. A quem prestar atenção, Domínio tem essa mensagem subliminar. Isto vale para trazer para a realidade, não só ficar na arte, no fazer cinema com o objetivo de entretenimento. Pode ir além, abra a sua mente.

Nota: 8,0/10,0 (Dentro de contexto de um desfecho da trilogia)

Gui
Guihttp://condenadosporlivros.blogspot.com
Oii, pode me chamar de Gui Jedi, sou nerd, respiro livros, cinema, cultura pop, música um pouco de tudo, principalmente no gêneros e subgêneros do rock. No Nation POP era crítico de filmes e as vezes falava sobre outros temas também. Você pode me acompanhar pelos icones abaixos (redes sociais)

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