Atriz Giulia Ayumi diz ter dificuldades em conseguir papéis por ser asiática

Giulia Ayumi interpreta Ritinha, amiga de Dorinnha (Larissa Manoela), em “Além da Ilusão”. A atual novela das seis destaca os costumes da sociedade brasileira nos anos de 1940. Nela, a atriz de 21 anos se tornou a primeira mulher asiática a atuar em uma novela de época no Brasil.

Dessa forma, apesar da alta imigração japonesa ao longo século XX, as produções não costumam evidenciar a população amarela dentro da televisão brasileira. “Eu me sinto muito honrada por estar representando os asiáticos numa novela de época, algo que a gente não teve até hoje no Brasil. O que é muito errado, porque tínhamos asiáticos nos anos 1940. Foi uma época forte de imigração pra cá”, Giulia disse em entrevista ao Nation Pop.

A primeira aparição de Giulia na TV foi com 11 anos participando do Ídolos Kids, onde foi finalista. Logo depois, atuou na novela “Sangue Bom”, sendo a Dorothy, filha adotiva da personagem Barbara Ellen (Giulia Gam). No entanto, durante a adolescência ela ficou 3 anos sem atuar nas emissoras pela falta de papéis interpretados por amarelos. “Os asiáticos não são chamados pra testes. Meu nome artístico era Ayumi Irie, nomes japoneses, tive que mudar ele porque eu estava perdendo trabalho. Eu mando meu perfil e nem olham. Não entro na categoria mulher, entro na categoria mulher asiática”, ressaltou.

Por outro lado, é nítido as raízes asiáticas que temos no Brasil. Aqui, vive a maior colônia de japoneses fora de seu país. E também, os brasileiros formam a maior comunidade não-asiática dentro do Japão. Porém, em muitas ocasiões essa população acaba se tornando invisível na nossa sociedade. “Eu perdi as contas da quantidades de vezes que eu tive que marcar branca nos testes, porque não tinha amarelo na raça. Tem lá branco, preto, pardo. E resto? Cadê o marrom? Que são os indianos. Cadê o amarelo? Que são os asiáticos. Não tem? Não vamos falar sobre? Então agora só tem branco, preto e o pardo?”, questionou.

Continua depois da publicidade

Com isso, Giulia complementa a reflexão que não possui o espaço devido nos debates de pluralidade étnica no Brasil. “Quando a gente fala de diversidade a gente tem que falar das outras etnias também. Não é tirar causas, é acrescentar, aumentar a causa”.

Carreira

Ainda pequena, Giulia Ayumi começou a desfilar aos 4 anos de idade e foi Miss Vila Velha e Miss Espirito Santo. Aos 7, foi fazer aulas de teatro e com 11 ela participou do Ídolos Kids, aos 12 atuou em “Sangue Bom”. No mesmo ano, foi indicada ao Prêmio Contigo como melhor atriz mirim, e iniciou a produção da própria web série “Condomínio do Barulho”, disponível no YouTube. Em 2019, ela fez o filme “Ela Disse, Ele Disse”, mais tarde passou pelo seriado “Sob Pressão” e este ano retornou a TV Globo, na novela “Além da Ilusão”.

“Construir a Ritinha foi bem legal porque ela não é uma personagem muito amável. Na primeira aparição dela na novela ela fala que o vestido da Arminda é ‘requentado’ porque ela já usou aquele vestido antes. Uma falta de educação tremenda. Ela é rude, mas tem uma coisa meio ‘Maria Joaquina’. Ela não é ruim, só é sem noção, não faz por maldade”, contou sobre a personagem.

Giulia disse não saber o fim da novela pois não lê o roteiro inteiro para não ter spoilers. Sendo assim, ela admitiu torcida ao casal “joadora”. “Eu acho que o Joaquim não é uma pessoa essencialmente ruim, ele era bom, mas a mãe foi estragando ele. E a Dorinha aflora o lado bom dele”.

Vitória Goes
Vitória Goes
Aspirante a jornalista aqui, sua fonte dentro dos mais variados fatos do universo popular que nós habitamos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Siga-nos
@portalnationpop

FrexxquinhasNews

Em alta

Shows & Festivais

Frexxxquinhas News