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“Branca como a Neve” é mais que uma fábula moderna

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O filme francês estréia amanhã.

Nele está reafirmado o talento da “quase onipresente” Isabelle Huppert (não parece que precisa ter essa atriz , como o Daniel Darín nos filmes argentinos, ou a impressão é minha, pergunto aos entendidos), e revela-se também o talento da jovem Lou de Laâge.

A protagonista havia até esse ponto da carreira participado apenas de produções mais sérias, “normais”, não se arriscou como sua “madrasta” , que faz comédia, faz papel de louca, e sempre arrasa.

O filme é uma oportunidade, para quem participou de sua produção, e para nós que assistimos, de se divertir.

Se for chamado de fábula moderna da personagem Branca de Neve, eu acrescentaria ao título a palavra feminista.

A branquinha não serve 7 homens, enquanto cantarola e espera seu príncipe.

Ela coloca 7 homens a seus pés, com uma alegria e um desprendimento invejáveis.

É uma história sem culpa (finalmente!).

Há um certo drama em alguns dos relacionamentos, eles sentem ciúmes, medo, desespero mesmo. Não conseguem dominar a garota, e nem controlar nada.

É muito divertido e prazeroso acompanhar o desenrolar dos fatos.

A madrasta “má” tem um fundo de bondade, e quase que deseja sua enteada. Deseja muito estar em seu lugar, e quando se aproxima dela mostra sua admiração.

Não há um climão.

Nessa versão do conto de fadas, as mulheres tristes e oprimidas poderiam se espelhar. Quem sabe desfrutassem de seus corpos com mais alegria.

A idéia é ter domínio sobre o que é seu de fato, e que tentam a todo momento subtrair, modelar, reprimir, com religião, ou com violência.

É uma delícia de se ver ! Recomendadíssimo.

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