Se você faz parte do grupo de pessoas que vai passar horas na fila do Estádio do MorumBIS debaixo de sol ou chuva para ver Harry Styles nos dias 17, 18, 21 ou 24 de julho, pelo menos use a obsessão a seu favor. A turnê mundial Together, Together está chegando a São Paulo e, sejamos sinceros, é muito melhor justificar o dinheiro do ingresso dizendo que você está “praticando um novo idioma” do que admitir que só quer chorar ouvindo música triste abraçado a uma jaca de plumas.
Especialistas em educação juram que o repertório do ex-One Direction é uma ótima ferramenta complementar para destravar o inglês. Afinal, aprender com música é mais divertido do que decorar tabelas de verbos irregulares e bem menos doloroso.
O “setlist de estudos”: O que você realmente vai aprender com as letras de Harry Styles
As músicas do Harry não são exatamente física quântica, o que é ótimo para quem quer treinar a escuta sem entrar em colapso. Mas há algumas armadilhas e sotaques no caminho:
- “As It Was”: Excelente para treinar o ritmo acelerado e aquela dicção que parece que a pessoa está com pressa. É ótima para praticar contrações e o inglês do dia a dia.
- “Watermelon Sugar”: O vocabulário é simples (basicamente frutas e nostalgia de verão), mas a gente sabe que você não está pensando em botânica quando canta o refrão. Serve para treinar pronúncia e entender o uso de metáforas.
- “Adore You” e “Sign of the Times”: Ótimas músicas para aprender estruturas dramáticas, verbos no passado e como implorar pela atenção de alguém em outro idioma de forma poética.
- “Late Night Talking”: Ideal para pegar expressões informais e gírias de conversação rápida.
A ciência por trás da obsessão (ou: por que você decora a letra e não a matéria)
Existe uma explicação lógica para você lembrar de cada linha de um álbum lançado anos atrás, mas esquecer onde guardou a chave de casa.
“Quando o estudante gosta de um artista, ele passa a ter curiosidade para entender o que está cantando. Isso ajuda na memorização, na pronúncia e no contato com expressões que muitas vezes aparecem fora dos livros didáticos”, explica Reginaldo Kaeneêne, CEO da KNN Idiomas.
Basicamente, seu cérebro ignora o esforço porque tem recompensa emocional envolvida. O executivo lembra que o estudo não para quando a música acaba: stalkear o Harry nas redes sociais, assistir a entrevistas antigas no YouTube e ler fofocas sobre os bastidores em portais gringos também contam como “hora de estudo”. De nada.
Dicas práticas para não passar vergonha cantando foneticamente
Se você quer parar de cantar “embromation” na frente de milhares de pessoas, siga o roteiro básico:
- Faça o “Shadowing” (sem parecer um maluco): Coloque o fone de ouvido e tente cantar imitando exatamente a entonação, o sotaque britânico e até as pausas que o Harry faz.
- Abandone as legendas em português: Se for assistir às entrevistas dele, ligue as legendas em inglês. O sotaque dele é fofo, mas pode ser confuso se você só confiar no ouvido.
- Estude as gírias: Nem tudo se traduz ao pé da letra. Se você tentar traduzir algumas metáforas do Harry no sentido literal, a música vai parecer uma lista de compras de supermercado confusa.
AHHHHH, e muito importante, nao esqueça de ouvir o álbum novo!
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