Tem daqueles discos que parecem abraçar a gente logo nos primeiros acordes, e o novo trabalho de Maria Luiza Jobim é exatamente um desses milagres. A artista liberou em todas as plataformas digitais nesta terça-feira (2) o seu aguardado terceiro álbum solo, batizado de “Rosa no Céu”.
O conceito do disco nasceu de um estalo visual e geográfico. Maria Luiza, que divide a vida e o coração entre o Rio de Janeiro (onde nasceu) e Lisboa (onde vive). Começou a notar aquele tom róseo e fugaz que toma conta do céu europeu e carioca nos fins de tarde. O insight deu início a uma trilogia de cores na carreira da compositora. Que estreou com o memorialístico “Casa Branca” (2019), passou pelo aclamado “Azul” (2023) e agora se consagra nesse tom pastel apaixonante.
O álbum é inteiramente produzido por Marcelo Camelo (o eterno Los Hermanos, de quem Maria Luiza assume ser fã de carteirinha desde a adolescência). O músico não poupou elogios ao processo: “Ela tem muito claro aquilo que quer e comunica com a sabedoria dos grandes artistas aonde quer chegar”, revelou. Camelo assina parcerias com ela na deliciosa e sofisticada bossa-nova “Boca a Boca” e na melancólica “Sofá Vermelho”, que narra com muita delicadeza o fim de um amor.
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