O que achamos de “Crime Scene: John Wayne Gacy” da Netflix

A minissérie/documentário “Crime Scene: John Wayne Gacy” chegou no último dia 20 de Abril, na Netflix. Já faz uma semana, que está disponível na plataforma, conferi no dia que foi lançado, vi dois episódios e no dia seguinte vi o 3° e último, desta 1ª temporada.

A minissérie da Netflix é um documento muito crucial, importante para os leitores e amantes do tema “Crime Scene” (Cena do Crime), de investigações de assassinos em série, mais conhecidos pelo nome “Serial Killer”. A temática deste não foi diferente, neste caso, “Conversando com um Serial Killer: O Palhaço Assassino”, é o mesmo diretor de outra minissérie documental, “Conversando com um Serial Killer: Tedy Bundy”, Joe Berlinger.

Joe Berlinger, foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário. A dinâmica da direção ficou bem diferente, parece mesmo um filme policial, só que real neste caso. As imagens, fotos, documentos da polícia investigativa, depoimentos/comentários de testemunhas, policiais, vítimas/sobreviventes é o ponto importante da trama.

O que tem de mais atraente é o depoimento de uma moça/senhora de uma ONG de acolhimento e defesa da comunidade LGBTQIA+ que achei bem importante para não focar apenas na figura sarcástica, nojenta, assassina do Gacy que matou mais de 25 homens gays e trans e enterrou pela casa e jardim onde morava.

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E para os fãs/leitores dos livros da Editora Darkside Books, que lançou o livro sobre este caso, “Killer Clown: O retrato de um assassino – John Wayne Gacy”, do selo CRIME SCENE, por Terry Sullivan e Peter Maiken. O Terry Sullivan está no documentário, então é uma coisa muito emocionante para quem leu o livro antes. No meu caso foi assim. E não tem problema algum se você é um novato e se interessou pelo livro depois. E na verdade, o livro e o documentário um complementa o outro, independente da ordem.

O que achamos da adaptação de Crime Scene: John Wayne Gacy na Netflix

A diferença é que o livro, claramente é mais complexo, detalhado, mostra o “passo-a-passo” desde o começo da investigação, detalhes bastante fortes de tudo que o Gacy provocou com as vítimas e com a policia. A importância do livro ao encontro do último episódio da minissérie, é dar voz as vítimas, pois na época dos acontecimentos, só se falava no assassino, a mídia com suas técnicas de audiência/alienação do público. E um agravante, no fim, não se sabe até nos tempos atuais, alguns corpos não foram identificados. O último, graças à tecnologia, de resíduos para a identificação por teste de DNA, a descoberta de uma das vítimas foi identificada em 2012.

E o documentário deixa no final um site, para as famílias que ainda tem filhos desaparecidos que acreditam que podem ter sido uma das vítimas encontradas ou não encontradas pelas mãos do assassino John Wayne. E tanto no livro e no documentário, depois de John Wayne Gacy confessou os crimes, ele ainda deixou a dúvida se teve mais pessoas mortas por si. Um psicopata que viveu por muito tempo em “lobo em pele de cordeiro”, acaba tendo apagões de seus próprios atos. E mesmo depois de sua prisão e ser condenado à morte, o caso ainda está em aberto para novas investigações. O que permanece um mistério até hoje.

Recomendo muito para os espectadores, leitores, amantes do tema e claro um alerta para toda a comunidade LGBTQIA+, pois é sempre bom tomar cuidado com qualquer pessoa suspeita ou não. À tantos desaparecimentos dessas pessoas, principalmente dessa comunidade, que chega a ser assustador. Acredito que é super válido. Necessário. E a quem se interessar procurem na sua livraria mais próxima, seu site/app de compras de livros físicos e e-book, “Killer Clown” está disponível neste dois formatos. E claro assistam o documentário disponível na Netflix.

https://www.youtube.com/watch?v=vIDbiQB6N28
Gui
Guihttp://condenadosporlivros.blogspot.com
Oii, pode me chamar de Gui Jedi, sou nerd, respiro livros, cinema, cultura pop, música um pouco de tudo, principalmente no gêneros e subgêneros do rock. No Nation POP era crítico de filmes e as vezes falava sobre outros temas também. Você pode me acompanhar pelos icones abaixos (redes sociais)

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