Paris Entretenimento apresentou estratégias de negociação para venda de produções no São Paulo Audiovisual Hub

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Gabriel Nascimento (@gabenaste)
Gabriel Nascimento (@gabenaste)https://gabenaste.com.br
Jornalista, editor-chefe do Nation POP, empreendedor, especialista em Marketing 360º, Branding Registro de Marcas & Creator Economy. Música é seu segundo oxigênio, não vive sem!
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Qual a melhor estratégia para desenvolver e viabilizar um projeto no audiovisual? “Faça um projeto para muitas pessoas assistirem, dessa maneira você conseguirá mais recursos para viabilizar a sua obra”, com essa frase, Adrien Muselet, diretor de Conteúdo da Paris Filmes, começou o debate “Modelagem de Negócios para o Audiovisual”, na tarde do último sábado (5), oferecido pelo Sebrae. O evento integra a programação do São Paulo Audiovisual Hub, iniciativa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo.

Escolher as pessoas ideais para trabalhar na sua produção é fundamental, por exemplo, vale entrevistar alguns roteiristas e não chamar alguém somente pelo nome. “Conversar com três ou quatro roteiristas vai fazer você identificar qual deles tem a visão mais parecida com a sua, para realizar o projeto, além de perceber qual realmente se interessou pela obra”, explica Muselet.

Outros pontos apontados como fundamentais para o sucesso da empreitada é a escolha do nome do projeto, que precisa ser claro e causar interesse. Além disso, realizar sessões testes do filme, de preferência com o produto ainda não finalizado. “A nota de corte do mercado e do público, hoje em dia, não aprova mais produções nota 7. Os brasileiros estão muito mais criteriosos que há 15 anos atrás” concluiu.

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Adrien reforçou que, além de reunir os profissionais mais qualificados para o seu projeto, é de suma importância entender a obra, estudar suas possibilidades de arrecadar recursos no mercado, potencial de público e principalmente não investir todo seu capital de uma vez. O ideal é aplicar os investimentos com planejamento e em fases determinadas. “Toda obra só é feita uma vez, então a melhor opção é busca os melhores talentos que encaixem no seu projeto seja o diretor, o roteirista ou o ator”, reforça Adrien.

O debate foi bastante claro reforçando os passos necessários para o projeto ter uma chance maior de sucesso. “É preciso contar as melhores histórias, para isso você precisa dos melhores talentos”, disse Adrien. É necessário muito trabalho inicial com pesquisa, escolha dos profissionais adequados, ter o feeling certo para ir ao mercado e primordialmente um texto primoroso. “O texto bem escrito e poderoso, é ao mesmo tempo um imã de talentos e um imã de dinheiro. Histórias mais interessantes e personagens mais envolventes atraem público e investidores”, indicou.

São duas formas de realizar o seu projeto após ele ter sido viabilizado, de forma independente, ou como produção original com apoio de um player. Na produção independente, você tem o controle criativo da obra garantido por lei, além de ficar com todas as receitas comerciais como bilheteria de cinema e venda de direitos para outros mercados. Mas por outro lado, todo o desenvolvimento e a captação de recursos são feitos por conta própria.

Já com apoio de um player, é possível conseguir o reembolso do que já foi investido, o que ajuda no processo criativo e acesso aos recursos técnicos, porém se perde o controle criativo e a propriedade intelectual da obra, e em alguns casos a visão criativa. Antes, existia somente um player no mercado nacional, hoje, são pelo menos cinco grandes empresas que estão em busca dos melhores projetos.

Adrien finalizou o debate mostrando técnicas para a negociação de venda dos direitos, nos casos das produções independentes, enfatizando que quanto mais elaborado e grandioso for o projeto, mais será o valor dele e o poder de barganha da produtora na hora da negociação. Ele citou dois exemplos de produções independentes que tiveram muito sucesso e foram compradas por grandes players, como a espanhola La Casa de Papel (Netflix) e a brasileira Sutura (Amazon Prime). “O que não está garantido por lei é preciso estar determinado no contrato”, concluiu.

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Mais do São Paulo Audiovisual Hub

O São Paulo Audiovisual Hub, iniciativa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, acontece na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) até o dia 13, e conta com debates, palestras, mesas redondas, masterclasses e exibições, sendo realizado em parceria com a Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA), com apoio da Lei Paulo Gustavo. A participação é gratuita, basta realizar o credenciamento pelo site spaudiovisualhub.com.br.

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O evento reúne mais de 200 profissionais do Brasil e de 25 países, entre representantes de festivais como Cannes, Berlim e Rotterdam, além de plataformas como Amazon Studios e agentes de vendas internacionais, distribuidoras, canais de televisão, consultores e instituições públicas do setor.

“O SP Audiovisual Hub é uma das muitas iniciativas da Secretaria para posicionar o estado de São Paulo como protagonista global da indústria audiovisual. Nosso compromisso é oferecer infraestrutura, formação, incentivo e articulação entre os diferentes elos da cadeia produtiva, gerando emprego, renda e projeção internacional. São Paulo tem talento, tem mercado e agora terá um hub à altura da sua potência criativa”, destaca Marilia Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

O São Paulo Audiovisual Hub tem em sua programação a exibição dos filmes restaurados, com recursos da Lei Paulo Gustavo, “A Mulher de Todos”, de Rogério Sganzerla (seguida de bate-papo com a atriz Helena Ignez) e “O Despertar da Besta (Ritual dos Sádicos)”, de José Mojica Marins (seguida de bate-papo com Marcelo Colaiacovo e Carlos Primati). Algumas atividades realizadas durante os 10 dias terão transmissão ao vivo (identificadas na programação completa abaixo) pelo canal do Youtube do CultSP Play

Durante a programação, também será realizada uma Mostra de Cinema Indígena, com 11 filmes dirigidos por cineastas indígenas de diferentes povos. Os participantes do evento também terão acesso a atividades com profissionais de instituições renomadas do setor, nacionais e internacionais, como Amazon, Torino Film Lab, Cine em Construcion, Talent Generator Factory, Kinoforum, Ventana Sur, Berlinale e muito mais.

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