Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo promove atividades diversificadas para o período de férias

Cinema brasileiro e indígena, poemas modernistas e oficina de temperos integram a agenda que abre o ano de 2022 da Casa das Rosas, Casa Guilherme de Almeida e Casa Mário de Andrade. As instituições formam a Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerenciada pela Poiesis. O público deve seguir os protocolos de biossegurança para participar das atividades presenciais.

Casa Guilherme de Almeida

A programação começa pela Casa Guilherme de Almeida. O curso História e Cinema no Brasil: pêndulo entre fato e representação será realizado no formato híbrido, com encontros presenciais para, no máximo, 20 participantes na Sala Cinematographos do Anexo do museu, com inscrição aberta neste link, e pelo Zoom disponível aqui. As inscrições seguem até 20 de janeiro. O conteúdo destaca a retomada, a partir de 1995, com os chamados “filmes históricos” e levanta questionamentos como “quais são os problemas quando um filme, uma obra de ficção, aborda acontecimentos históricos?”.

Entre os longas abordados estão Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995), de Carla Camurati; Netto perde sua alma (2001), de Tabajara Ruas; Guerra de Canudos (1996), de Sérgio Rezende; Getúlio (2014), de João Jardim; e O Que É Isso, Companheiro? (1997), de Bruno Barreto. As aulas nos dias 26 e 31 de janeiro e 2, 7, 9 e 14 de fevereiro, segundas e quartas-feiras, das 19h às 21h, serão ministradas por Humberto Pereira da Silva, professor de História do Cinema na FAAP, crítico de cinema e membro da Abraccine.

Cyntia Calhado, jornalista, curadora, pesquisadora e professora universitária dos cursos de Comunicação e Audiovisual, doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, coordena o curso Identidade em Walter Salles. O objetivo é analisar a construção da identidade e a renovação da cultura brasileira pós-redemocratização a partir dos filmes dirigidos por Salles, e como essas questões são elaboradas no plano da imagem e da narrativa visual. As aulas ocorrem nos dias 1, 8, 15 e 22 de fevereiro, terças-feiras, das 19h às 21h, pelo Zoom. As inscrições estão abertas até 31 de janeiro pelo site.

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O cineasta que dirigiu, até o momento, mais de dez longas-metragens – como Diários de Motocicleta (2004) e Central do Brasil (1998), o primeiro com o prêmio Bafta como melhor filme estrangeiro e melhor trilha sonora, e o segundo premiado com o Urso de Ouro no Festival de Berlim como Melhor Filme – articula a experiência contemporânea relacionada às identidades locais, aos impactos da globalização e ao desamparo.

Já o Núcleo de Ação Educativa da Casa Guilherme de Almeida oferecerá a oficina Temperos no quintal do museu no dia 22 de janeiro, sábado, a partir das 15h, para até 10 participantes. A inscrição deve ser feita pelo site do museu até o dia 20/01. A atividade propõe o plantio de temperos e ervas aromáticas que podem ser cultivados dentro de casa, é voltada para diversas faixas etárias e busca agregar o público por meio de memórias relacionadas aos alimentos e plantas.

Casa Mário de Andrade

Lançamento de livro e o cinema indígena têm espaço na programação do museu Casa Mário de Andrade.

O curso Panorama do cinema indígena pretende debater as produções cinematográficas realizadas por diretores indígenas. A cada encontro, um cineasta indígena convidado fará uma breve apresentação profissional, seguida da exibição de trechos de seus filmes. As aulas estão programadas para os dias 20 e 27 de janeiro, 3 e 10 de fevereiro, quintas-feiras, das 19h às 21h, pelo Zoom, e com a mediação de Cristina Flória, especializada em Gestão Cultural pelo Senac/SP, cientista social pela PUC-SP e dirigiu o documentário Piõ Höimanazé – a mulher Xavante em sua arte. A inscrição fica aberta até 19 de janeiro (link)

Cronograma – convidados(as):

20/01 – Divino Tserewahú: Cineasta Xavante da aldeia de Sangradouro, município de General Carneiro – MT;

27/01 – Alberto Alvares: Cineasta indígena da etnia Guarani Nhandeva – MS;

3/02 – Marcia Djerá Retê Mirim: Pertence ao povo Mbya Guarani – SP;

10/02 – Caimi Wassé Xavante: Pertence ao clã Poreza’õno e grupo Hötörã — MT.

O museu ainda traz o lançamento do livro Há uma gota de poesia em cada rio da Amazônia – Diário poético de um turista aprendiz (ed. Abacatte), com a participação do autor Fernando A. Pires. A obra fartamente ilustrada apresenta textos selecionados de O turista aprendiz, de Mário de Andrade. O evento acontecerá no dia 18 de janeiro, terça-feira, a partir das 19h, via Zoom. A inscrição para acompanhar o evento voltado à obra literária infantojuvenil deve ser feita até 17 de janeiro (clique aqui).

Casa das Rosas

A Casa das Rosas — Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, cujo imóvel está sendo restaurado, segue com sua programação viva: as atividades presenciais são realizadas na área externa do museu, em seu jardim, assim como nas demais instituições da Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo, e atividades virtuais são oferecidas em diferentes plataformas.

O curso Eu quero mesmo é isso aqui: poesia na canção contará com encontros nos dias 20 e 27 de janeiro, 3 e 10 de fevereiro, das 19h às 20h, via Zoom. A inscrição deve ser feita pelo site da instituição até 20 de janeiro. A coordenação é de Gustavo Galo, compositor, músico e intérprete, lançou Se tudo ruir deixa entrar o ruído (2019), QUARTO (2020) e o EP Deixa entrar o ruído – ao vivo (2021), faz parte da banda Trupe Chá de Boldo, e há 10 anos apresenta show com letras e poemas de Torquato Neto ao lado de Gustavo Cabelo e Tomás Bastos.

A série on-line Poemas modernistas, apresentada no canal de YouTube da Casa das Rosas aos sábados, às 15h, traz quinzenalmente autores convidados apresentando leituras e comentando poemas do movimento Modernista dos anos 1920.

No dia 29/01, Marcelo Tápia, diretor da Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo, poeta, tradutor, ensaísta e professor, apresentará poemas de Guilherme de Almeida, jornalista, crítico cinematográfico e poeta que colaborou na realização da Semana de Arte Moderna de 1922 ao lado de Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Di Cavalcanti e Menotti del Picchia, entre outros, e foi um dos editores da revista Klaxon, porta-voz do movimento.

Poemas de Mário de Andrade, poeta, escritor, pesquisador, músico, crítico de arte e gestor cultural, serão lidos por Donny Correia, professor de História e Linguagem do Cinema. O encontro com comentários está agendado para 12/02, um dos dias de fevereiro nos quais se realizou a Semana de Arte Moderna de 1922.

E para encerrar esse ciclo de leituras dos poemas modernistas, no dia 26 de fevereiro, Cecília Furquim, poeta, atriz e educadora, lerá e comentará alguns poemas de Oswald de Andrade, escritor, dramaturgo e uma das principais lideranças na definição da literatura modernista no Brasil.

Gabriel Nascimento - @gabenaste
Gabriel Nascimento - @gabenastehttps://gngrowth.com.br
Growth Hacker apaixonado por música, creator desde 2012, polímata que transita nas áreas de Comunicação, Marketing, Música e Developer.

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