A ironia não passou despercebida nem pelos fãs, nem pela crítica: a atração imersiva baseada em Squid Game (Round 6) — uma série famosa por criticar a exploração capitalista e o desespero financeiro — está sendo acusada de explorar seus próprios trabalhadores.
O evento “Squid Game: The Experience”, localizado no Manhattan Mall em Nova York, tornou-se o centro de uma batalha trabalhista nesta semana. Atores e funcionários que dão vida aos guardas mascarados e aos participantes do jogo estão buscando representação sindical para combater condições que descrevem como inseguras e injustas.
Entenda os detalhes da polêmica que está agitando a Broadway e o mundo do entretenimento imersivo em 2026.
Realidade imitando a ficção?
A atração promete transportar os fãs para dentro do universo da Netflix, permitindo que participem de desafios como “Batatinha Frita 1, 2, 3” e atravessem a ponte de vidro. No entanto, por trás das máscaras com símbolos geométricos, o clima não é de diversão.
De acordo com reportagem do Deadline, o sindicato Actors’ Equity Association (que representa atores de teatro e palco nos EUA) interveio após receber múltiplas denúncias do elenco. As reclamações incluem:
- Segurança física: Riscos de lesões devido à natureza física e repetitiva das performances.
- Pagamentos: Salários considerados baixos para o custo de vida de Nova York e para o nível de exigência do trabalho.
- Condições do ambiente: Falta de pausas adequadas e suporte nos bastidores.
O ponto crítico: Os organizadores da experiência estão sendo pressionados a reconhecer o sindicato voluntariamente. Caso recusem, uma eleição formal será convocada, o que pode levar a greves e paralisações da atração turística.
A explosão das “Experiências Imersivas”
Este caso lança luz sobre um problema crescente na indústria do entretenimento. Com o sucesso de eventos baseados em Stranger Things, Bridgerton e Harry Potter, surgiu um novo mercado de trabalho para atores que não se enquadra exatamente nas regras da TV ou do teatro tradicional.
Muitas vezes, essas produções são classificadas de forma a evitar os contratos padrão da união, deixando os artistas em uma “zona cinzenta” legal.
O caso de Squid Game é emblemático porque a Equity está decidida a usar este exemplo para estabelecer um novo padrão de proteção para trabalhadores em experiências imersivas em todo o país.
O que diz a Netflix?
Até o momento, a Netflix (detentora da propriedade intelectual) e os produtores terceirizados do evento não emitiram um comunicado oficial aceitando as demandas. No entanto, com a pressão pública aumentando e a ironia da situação viralizando nas redes sociais (“Jogadores VIPs explorando trabalhadores na vida real”), espera-se uma resolução rápida para evitar danos à imagem da franquia, especialmente com a nova temporada no horizonte.
Para os turistas brasileiros em Nova York que compraram ingressos: a atração continua funcionando, mas o clima nos bastidores é de tensão absoluta.
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