O show do intervalo do Super Bowl LIX promete ser inesquecível, mas não apenas pela música. A participação confirmada de Bad Bunny no Super Bowl elevou a tensão e a expectativa para níveis históricos. Mesmo que o artista não diga uma única palavra sobre política no microfone, sua simples presença no palco já é considerada um dos atos mais simbólicos da história do evento.
O rapper Kendrick Lamar, atração principal da noite em Nova Orleans, traz consigo convidados de peso, incluindo SZA. No entanto, é o “Coelho Mau” quem atrai os olhares mais atentos da crítica e do público, especialmente devido ao clima político atual nos Estados Unidos.
O contexto político de Bad Bunny no Super Bowl
A apresentação acontece em um momento delicado. A atual administração dos EUA reforçou discursos e medidas rígidas contra a imigração. Nesse cenário, ter o maior artista latino do mundo no centro do palco mais assistido da televisão americana é uma mensagem poderosa por si só.
Bad Bunny nunca escondeu suas posições. Durante as eleições, ele apoiou abertamente a oposição democrata e defendeu a dignidade de Porto Rico contra piadas xenofóbicas. Agora, ele sobe ao palco representando não apenas sua música, mas uma comunidade inteira que se sente ameaçada.
A mensagem além da música
Especialistas apontam que, diferentemente de shows passados, o contexto de 2026 é mais urgente.
- Beyoncé (2016): Trouxe a estética dos Panteras Negras.
- J-Lo e Shakira (2020): Criticaram sutilmente as políticas de fronteira com crianças em gaiolas.
Contudo, a performance de Bad Bunny no Super Bowl ocorre enquanto promessas de deportação em massa circulam nos noticiários. Isso transforma cada verso cantado em espanhol em um ato de resistência cultural.
Kendrick Lamar e a escolha estratégica
Kendrick Lamar é conhecido por sua lírica afiada e consciência social. Ao convidar Bad Bunny, ele amplifica a voz das minorias em um evento global. A união do hip-hop de Compton com o reggaeton e o trap latino cria uma frente unida no palco do Caesars Superdome.
Segundo informações repercutidas pelo portal G1, a expectativa é que o show não precise de discursos inflamados ou cartazes de protesto. A imagem de um porto-riquenho dominando o show do intervalo, em um estado do sul dos EUA, já desafia a narrativa anti-imigração vigente.
O que esperar da apresentação
Os fãs podem aguardar uma produção visualmente impactante. A estética de Bad Bunny, sempre carregada de referências caribenhas, deve contrastar com a rigidez do momento político. Além disso, a química com Kendrick Lamar promete entregar um dos melhores desempenhos musicais da década.
Independentemente do setlist escolhido, a história já está sendo escrita. Quando as luzes se acenderem em Nova Orleans, o mundo verá muito mais do que entretenimento. Verá a afirmação de que a cultura latina é parte indissociável da identidade americana, quer a política aprove ou não.
Onde assistir:
O show terá transmissão ao vivo na GE TV e no Multishow, a partir das 22h, com reexibição na TV Globo após o “BBB”.
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