Ser um astro de Hollywood nem sempre é garantia de autoestima blindada. Em uma revelação sincera repercutida nesta terça-feira (06), Ben Affleck revisitou um dos momentos mais marcantes da história recente do Oscar: a temporada de premiações de 2013, quando seu filme, Argo, era o favorito absoluto, mas ele foi esnobado na categoria de Melhor Diretor.
Affleck confessou que, longe da postura confiante que exibia nos tapetes vermelhos, sentiu um profundo “constrangimento” (embarrassment) ao ver seu nome excluído da lista de indicados, expondo a fragilidade do ego em uma indústria movida a reconhecimento.
“Eu me senti o garoto mais impopular da escola”
Durante a entrevista, o ator detalhou a expectativa criada ao seu redor. Na época, Argo estava varrendo todas as premiações prévias (Globo de Ouro, BAFTA, Critics Choice), e todos diziam que sua indicação ao Oscar de Direção era certa.
“Foi a coisa mais estranha”, desabafou Affleck. “Você acha que está tudo certo, e então o anúncio acontece e… nada.” Ele descreveu a sensação como uma humilhação pública, especialmente porque precisou continuar fazendo campanha para o filme ganhar na categoria principal, sentindo-se como se “não tivesse sido convidado para a festa”, mesmo sendo o anfitrião.
A volta por cima no palco
A ironia do destino, claro, é que Argo acabou vencendo o Oscar de Melhor Filme. Ben Affleck subiu ao palco como produtor para receber a estatueta máxima da noite, uma vitória que serviu como uma “vingança silenciosa” contra a Academia.
Apesar do triunfo final, a confissão do ator mostra que a cicatriz da rejeição demorou a passar. O episódio é frequentemente citado por críticos como um dos maiores erros da Academia na última década, já que é raríssimo um filme ganhar a categoria principal sem que seu diretor seja sequer indicado.
A carreira de altos e baixos
Essa reflexão surge em um momento em que Ben Affleck parece estar em paz com sua trajetória, marcada por altos extremos (como ganhar o Oscar de Roteiro Original por Gênio Indomável aos 25 anos) e baixos midiáticos. Ao admitir sua vergonha passada, ele humaniza a figura do “homem de sucesso” e lembra que, em Hollywood, a validação externa é uma droga poderosa e perigosa.
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