Nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, uma notícia alarmante movimentou os bastidores do K-Pop e a comunidade de fãs no Brasil. Uma brasileira foi presa na Coreia do Sul por perseguir Jung Kook, o membro mais jovem do fenômeno global BTS. A detenção ocorreu após a mulher violar repetidamente uma ordem de restrição imposta pelas autoridades locais.
A prisão destaca novamente o debate sobre os limites da relação entre fãs e ídolos, além de reforçar a rigidez das novas leis anti-stalking na Coreia do Sul.
Entenda o caso da brasileira detida
Segundo informações preliminares baseadas em relatórios policiais, a mulher, cuja identidade foi preservada, já estava sendo monitorada pela polícia de Seul. Ela teria tentado se aproximar do artista em diversas ocasiões, ignorando avisos anteriores da agência do grupo, a HYBE (BigHit Music).
A situação escalou quando a fã brasileira foi flagrada nas imediações da residência do cantor, violando explicitamente a ordem de restrição que a impedia de se aproximar fisicamente de Jung Kook. A polícia agiu rapidamente e efetuou a prisão em flagrante, enquadrando o caso na Lei de Punição por Perseguição (Stalking Punishment Law).
O perigo das “Sasaengs” e a resposta da HYBE
No universo do K-Pop, fãs que invadem a privacidade dos artistas são conhecidos como “sasaengs”. Esse comportamento obsessivo é combatido com rigor pelas agências de entretenimento. A HYBE tem mantido uma política de tolerância zero contra qualquer ameaça à segurança de seus artistas.
A empresa já havia emitido comunicados anteriores alertando sobre ações legais contra perseguição, uso indevido de informações de voos e visitas não autorizadas a locais privados. A prisão da brasileira serve como um exemplo severo de que a perseguição (stalking) é tratada como crime grave na Coreia do Sul, podendo resultar em pena de prisão e deportação.
Consequências legais na Coreia do Sul
As leis sul-coreanas endureceram significativamente nos últimos anos. Atualmente, o crime de stalking pode levar a penas de até três anos de prisão ou multas pesadas. No caso de violação de ordem de restrição, a punição pode ser ainda mais severa.
Para a brasileira detida, o cenário é complicado. Além do processo criminal, ela enfrenta a possibilidade real de deportação imediata após o cumprimento de eventuais medidas legais, além de ser banida de entrar novamente no país asiático.
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