Casa Fluida celebra cinco anos como um dos principais polos da cultura drag e LGBTQIA+ em São Paulo
A Casa Fluida, localizada na Rua Bela Cintra, no coração da Consolação, completa cinco anos consolidada como um dos espaços mais relevantes da cena LGBTQIA+ e drag da capital paulista. Desde o início, o casarão dos anos 1960 se transformou em um ponto de encontro onde arte, convivência, performance e gastronomia se conectam de forma viva.Ao longo desses anos, o espaço se firmou não apenas como bar e casa de eventos, mas também como território cultural. Por isso, quem passa pela Casa Fluida não encontra apenas entretenimento, encontra pertencimento.Desde a inauguração, em setembro de 2021, o projeto criado por Fernando Spaziani e Matheus Nahas segue crescendo. No entanto, o foco sempre foi o mesmo: criar um ambiente acessível, acolhedor e real para a comunidade.
Um espaço que nasce do acolhimento
Segundo Fernando, um dos fundadores, a proposta da Casa Fluida sempre partiu de um princípio claro. O espaço precisava ser acessível, porque São Paulo é cara e a comunidade LGBTQIA+, especialmente artistas, sente esse impacto todos os dias.Por isso, a casa trabalha para manter preços que permitam a presença constante do público e das drags. Como ele mesmo explica, “a gente entende a Casa Fluida como um espaço de acolhimento. A gente tenta manter valores acessíveis porque muita gente da comunidade vive da arte e ser artista no Brasil é muito difícil” (fala de Fernando).Além disso, ele reforça que o objetivo vai além da festa. A Casa Fluida funciona como um ponto de encontro real, fora do ambiente virtual, onde as pessoas se veem, se conhecem e constroem vínculos. “São Paulo é uma cidade carente de lugares onde as pessoas realmente possam se encontrar, sair do virtual e viver a noite de verdade” (fala de Fernando).
Um espaço múltiplo, diverso e vivo
Ainda segundo Fernando, o maior orgulho da Casa Fluida é justamente sua diversidade. O público é formado por pessoas de diferentes gerações, gêneros, histórias e estilos.Com isso, o espaço deixou de ser apenas um local LGBTQIA+ e se tornou um ambiente que dialoga com toda a cidade. “A gente conseguiu reunir pessoas muito diferentes, e todas se sentem bem, confortáveis e acolhidas. O espaço ficou muito maior do que a gente imaginava” (fala de Fernando).Enquanto isso, a equipe trabalha diariamente para manter essa estrutura funcionando. Afinal, por trás do glamour da noite, existe uma operação intensa. “A gente faz uma festa por noite. Existe todo um trabalho de manutenção por trás disso” (fala de Fernando).
Drag como experiência, não apenas como show
Um dos maiores diferenciais da Casa Fluida é a Experiência Drag. Esse projeto permite que qualquer pessoa viva, na prática, o processo de se tornar uma drag por uma noite.Quem comanda essa vivência é a drag residente Mahina Starlight. Ela acompanha cada etapa, desde a escolha da peruca até a maquiagem, o figurino e a construção da persona. Além disso, ela orienta postura, presença de palco e performance.Ao final, o participante recebe um batismo drag e pode subir ao palco ou dominar a pista. Ou seja, a experiência transforma espectadores em protagonistas.Essa vivência custa R$ 140 e pode ser agendada diretamente por DM no Instagram da Casa Fluida.
Um elenco fixo que constrói identidade
Além da Experiência Drag, a Casa Fluida mantém um elenco fixo de artistas que sustentam a programação semanal. Entre os principais nomes estão Alexia Twister e Thelores Drag, responsáveis pelas tradicionais quartas de drag.Essas noites já se tornaram referência na cidade. Elas atraem público fiel, fortalecem a cena local e mantêm a casa sempre em movimento.Ao mesmo tempo, a Casa Fluida também recebe drags convidadas. Assim, o espaço garante diversidade estética, diferentes linguagens de performance e renovação constante.
Gastronomia, arte e cultura no mesmo lugar
Além dos shows, a Casa Fluida oferece um cardápio autoral de drinks e comidinhas. Essas opções acompanham a noite e ampliam a experiência do público.Enquanto isso, o espaço também funciona como galeria e centro cultural. Durante a semana, exposições, curadorias e ações artísticas ocupam o casarão.Dessa forma, o público não consome apenas entretenimento. Ele consome cultura.
Um pilar da cena LGBTQIA+ paulistana
A Casa Fluida se destaca porque cria um ambiente onde a comunidade realmente se encontra. Em vez de apenas circular, as pessoas permanecem, conversam e constroem laços.Por isso, o espaço se tornou referência afetiva e cultural. Mais do que um bar, ele funciona como um território seguro, criativo e politicamente relevante para a comunidade LGBTQIA+.
Cinco anos e uma história em expansão
Ao completar cinco anos, a Casa Fluida mostra que é possível unir arte, diversidade e sustentabilidade cultural. Mesmo em um mercado difícil, o espaço se mantém vivo, pulsante e relevante.Com isso, a casa segue como um dos principais motores da cena drag e LGBTQIA+ de São Paulo. E, acima de tudo, continua sendo um lugar onde as pessoas podem ser quem realmente são
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