Césio-137: Conheça a história de Leide das Neves, a menina que virou símbolo da tragédia em Goiânia

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Gabriel Nascimento (@gabenaste)
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A tragédia do Césio-137 em Goiânia permanece como o maior acidente radioativo do mundo ocorrido fora de instalações nucleares. Entre os rostos que humanizaram essa dor, nenhum é mais marcante que o de Leide das Neves Ferreira. A menina de apenas seis anos tornou-se a vítima símbolo do desastre, e sua trajetória ainda emociona o Brasil décadas depois.

O brilho fatal que encantou Leide das Neves

Tudo começou em setembro de 1987, quando dois catadores de lixo encontraram um aparelho de radioterapia abandonado em uma clínica desativada. Ao desmontarem a peça, tiveram contato com o cloreto de césio-137, um pó que emitia um brilho azul intenso no escuro.

Encantado com a substância, Devair Alves Ferreira, tio de Leide, levou o material para casa. A pequena Leide, fascinada pelo “pó brilhante”, brincou com o elemento e até o ingeriu acidentalmente enquanto lanchava. A partir desse momento, a vida da família e a história da capital goiana mudariam para sempre.

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O isolamento e os momentos finais da menina

Poucos dias após o contato, Leide começou a apresentar sintomas graves, como náuseas, vômitos e inchaços. De acordo com informações da HNT, a menina foi levada para o Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, onde ficou isolada em uma redoma de vidro para evitar a propagação da radiação.

Infelizmente, Leide das Neves não resistiu às complicações causadas pela síndrome aguda da radiação. Ela faleceu no dia 23 de outubro de 1987. Seu enterro foi marcado por protestos e hostilidade de moradores locais, que temiam a contaminação do solo, obrigando o uso de um caixão de chumbo de 600 quilos.

O legado e a memória do Césio-137

A morte de Leide das Neves foi o estopim para que o mundo compreendesse a gravidade do manuseio incorreto de materiais radioativos. Hoje, a Fundação Leide das Neves (Funleide) atua no monitoramento das vítimas e na preservação da memória da tragédia.

A história da menina símbolo continua sendo tema de documentários e estudos científicos. Relembrar sua trajetória é fundamental para garantir que falhas de segurança pública e descasos com materiais perigosos não se repitam no futuro.

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