Em uma reflexão franca sobre o estado atual do humor nos Estados Unidos, o veterano Conan O’Brien lançou uma crítica contundente aos colegas de profissão que focam excessivamente em atacar Donald Trump. Para o ex-apresentador do Late Night, a obsessão política transformou muitos programas de comédia em palanques de indignação, onde a prioridade deixou de ser a piada.
Durante uma conversa recente repercutida pela People, Conan explicou que sente falta da época em que a comédia servia como um escape ou um unificador, em vez de uma ferramenta de divisão tribal.
A diferença entre “Riso” e “Aplauso”
O ponto central do argumento de Conan é a distinção entre a reação involuntária do riso e a reação consciente do aplauso. Segundo ele, muitos comediantes modernos se contentam com a plateia aplaudindo para sinalizar que concorda com a opinião política expressada, em vez de rirem porque algo foi genuinamente engraçado.
“Acho que as pessoas trocadam o humor pela raiva”, observou O’Brien. “Eles optaram pela ‘claque’ de concordância em vez da risada visceral. E, para mim, isso não é comédia de verdade. Isso é comício.”
Conan, que construiu sua carreira com um humor mais absurdo e autodepreciativo, acredita que a função do comediante é apontar a ridicularidade da vida, e não necessariamente pregar para convertidos.
O “Vício” em Trump
Com Donald Trump ocupando o centro das atenções mundiais, Conan reconhece que é difícil ignorá-lo. No entanto, ele critica a preguiça criativa de usar o presidente apenas como um alvo fácil para desabafos pessoais.
Ele sugere que o humor deve ser “atemporal”. Piadas que dependem puramente da raiva do momento tendem a envelhecer mal, enquanto a comédia baseada na observação do comportamento humano (mesmo o de figuras políticas) sobrevive ao teste do tempo.
Uma abordagem diferente
Conan O’Brien sempre se destacou por seguir um caminho diferente de seus pares como Stephen Colbert ou Jimmy Kimmel, que adotaram posturas abertamente políticas.
Para Conan, a comédia é uma “droga” diferente. “Eu quero que as pessoas desliguem o cérebro e riam das coisas estúpidas que eu faço, não que saiam do meu show mais estressadas do que entraram”, finalizou.
A declaração reacende o debate sobre o papel dos late night shows: eles devem ser espelhos da consciência social ou refúgios de pura bobagem e diversão?
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