A apresentação histórica de Bad Bunny no Super Bowl dividiu opiniões, mas nenhuma crítica pesou tanto quanto a vinda da Casa Branca. Na manhã desta segunda-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social, a Truth Social, para atacar duramente a performance do astro porto-riquenho, rotulando-a como o “pior show do intervalo da história”.
A declaração do presidente inflama ainda mais o debate cultural em torno do evento, colocando em lados opostos a base conservadora americana e a crescente comunidade latina que viu no show um momento de representatividade inédita.
O ataque na Truth Social
Conhecido por comentar eventos de cultura pop em tempo real, Trump não economizou nas palavras. Em sua postagem, o presidente afirmou que a apresentação foi “um insulto à América” e criticou a falta de músicas em inglês.
“EPIC FAIL! O show do intervalo de ontem foi, sem dúvida, o pior da história do Super Bowl. Baixa energia, sem classe e totalmente desrespeitoso com o nosso país. Onde estão as grandes bandas americanas? Triste!”, escreveu Trump.
Essa não é a primeira vez que o republicano critica atrações do evento da NFL. Em anos anteriores, ele já havia disparado contra Rihanna (2023) e a performance conjunta de Shakira e J.Lo (2020), mantendo um padrão de desaprovação a artistas que trazem mensagens de empoderamento feminino ou latino.
Um histórico de tensão: A “Ilha de Lixo”
A animosidade entre Trump e Bad Bunny não é nova e remonta à campanha presidencial de 2024. Na época, um comediante convidado para um comício de Trump referiu-se a Porto Rico como uma “ilha flutuante de lixo”.
A ofensa gerou uma resposta imediata de Bad Bunny, que apoiou publicamente a oponente de Trump e utilizou sua influência para mobilizar o voto latino contra o republicano. Para analistas políticos, a crítica de hoje ao show do intervalo é mais um capítulo dessa rixa pessoal e política do que uma simples análise musical.
Sucesso de público, crítica do presidente
Enquanto Trump classifica o show como um fracasso, os números dizem o contrário. Como reportamos mais cedo no Nation POP, o catálogo de Bad Bunny teve um salto de 426% no Spotify Brasil e números recordes de audiência global.
A divergência entre a opinião do presidente e o consumo massivo do público evidencia a polarização cultural que os Estados Unidos — e o mundo — vivem atualmente. Para os fãs, Bad Bunny entregou cultura e identidade; para Trump, foi apenas mais um motivo para ir às redes sociais.
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