Quando pensamos em Alan Rickman, é comum que a primeira imagem seja a do complexo Severus Snape ou do terrível Hans Gruber de Duro de Matar. No entanto, Emma Thompson revelou recentemente um lado menos conhecido da carreira do ator: seu desejo genuíno e alívio por interpretar um “mocinho” no clássico de 1995, Razão e Sensibilidade.
Em uma retrospectiva emocionante, Thompson, que além de atuar também escreveu o roteiro premiado do filme, detalhou como foi o processo de escalar Rickman para viver o honrado Coronel Brandon. Segundo ela, a escolha foi estratégica para mostrar ao mundo a verdadeira doçura do ator, que estava cansado de ser o “malvado” de Hollywood.
A fama de vilão e a mudança de rota
Antes de vestir o figurino de época de Jane Austen, Alan Rickman havia consolidado sua carreira interpretando antagonistas memoráveis. Ele aterrorizou Bruce Willis em Duro de Matar e foi o Xerife de Nottingham em Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões.
Emma Thompson explicou que, embora ele fosse brilhante nesses papéis, aquilo não refletia quem ele era na vida real.
“Ele era o homem mais gentil e doce” disse Thompson. “Ele tinha uma qualidade incrivelmente generosa e calorosa que eu queria explorar, porque ele sempre interpretava vilões.”
A gratidão de Alan Rickman
Ao receber o convite para viver o Coronel Brandon — um personagem paciente, amoroso e protetor — a reação de Rickman foi de pura gratidão. Thompson relembrou que o ator ficou visivelmente feliz com a oportunidade de mudar a percepção do público e descansar da “maldade” cinematográfica.
“Ele ficou tão feliz”, recordou a atriz. “Ele disse: ‘Obrigado, obrigado por me deixar interpretar alguém que é legal! Alguém que não tem uma agenda obscura, alguém que é apenas bom’.”
Uma parceria que marcou o cinema
A aposta de Emma Thompson se provou certeira. A performance de Alan Rickman em Razão e Sensibilidade é frequentemente citada como uma das mais tocantes de sua carreira, trazendo uma vulnerabilidade que equilibrou perfeitamente o drama da história.
A amizade e a química profissional entre os dois atores continuaram por décadas, culminando na franquia Harry Potter (como a Professora Trelawney e Snape) e no filme Simplesmente Amor. Essa revelação de bastidores serve como um lembrete carinhoso da versatilidade de Rickman, provando que ele era tão capaz de inspirar amor quanto medo nas telas.
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