Nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, os Estados Unidos concretizam um dos movimentos mais polêmicos de sua política externa recente: a saída oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS). A medida, que já havia sido anunciada no início do mandato do presidente Donald Trump em 2025, marca o fim de décadas de parceria entre a potência norte-americana e a agência de saúde da ONU.
Se você está buscando entender o que levou a essa ruptura e quais serão as consequências para o mundo (e para o Brasil), explicamos todos os detalhes a seguir.
Por que os EUA decidiram sair da OMS?
A retirada não aconteceu da noite para o dia. O processo foi iniciado há exatamente um ano, cumprindo uma promessa de campanha do atual governo. A administração Trump alega que a organização falhou gravemente na gestão de crises sanitárias recentes e acusa a entidade de manter uma postura politicamente enviesada.
Os principais argumentos apresentados pela Casa Branca incluem:
- Gestão de Pandemias: Críticas severas sobre como a OMS lidou com o compartilhamento de informações em emergências globais.
- Influência da China: A alegação de que a agência seria excessivamente influenciada pelo governo chinês.
- Custo-Benefício: O argumento de que os EUA pagavam uma quantia desproporcional em relação aos resultados obtidos.
A polêmica da dívida milionária
Um ponto crucial dessa separação é a questão financeira. Pela legislação norte-americana, para deixar a organização, o país deveria notificar com um ano de antecedência (o que foi feito) e quitar todas as suas obrigações financeiras.
No entanto, relatórios indicam que os EUA deixam a entidade com uma dívida em aberto estimada em US$ 260 milhões. O governo americano contesta a obrigatoriedade desse pagamento, afirmando que os contribuintes do país já financiaram a organização “mais do que o suficiente” ao longo dos anos. Essa inadimplência cria um precedente diplomático delicado e agrava a situação fiscal da agência.
O impacto imediato na saúde global
A saída do seu maior financiador histórico já está causando efeitos práticos devastadores para a Organização Mundial da Saúde. Sem os recursos americanos, a entidade enfrenta uma crise orçamentária sem precedentes.
As consequências diretas incluem:
- Cortes de Pessoal: A OMS precisou reduzir drasticamente sua equipe de gestão e planeja mais demissões até o meio do ano.
- Programas em Risco: Projetos de combate a doenças em países subdesenvolvidos podem ser paralisados ou extintos.
- Segurança Sanitária: O Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom, alertou que a medida torna não apenas o mundo, mas os próprios Estados Unidos “menos seguros” diante de futuras epidemias, devido à falta de coordenação e inteligência compartilhada.
O futuro da cooperação internacional
Este movimento dos EUA faz parte de uma estratégia mais ampla de revisão de sua participação em organismos multilaterais. Especialistas temem que o isolamento da maior economia do mundo enfraqueça a resposta global a desafios que não respeitam fronteiras, como vírus e mudanças climáticas.
Enquanto a OMS busca novos parceiros para preencher a lacuna financeira, o mundo observa atento como essa nova configuração geopolítica afetará a estabilidade e a saúde de milhões de pessoas.
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