Será realizada neste domingo (1º) a 68ª edição do Grammy Awards, com transmissão ao vivo direto da Crypto.com Arena, em Los Angeles.
No Brasil, a exibição ficará por conta do canal TNT, como nas edições anteriores. Já quem não possui TV por assinatura poderá acompanhar pelo serviço de streaming HBO Max. A transmissão começa às 21h30 e terá apresentação do comediante Trevor Noah, que já comandou a premiação em anos anteriores.
Conhecendo os principais Indicados
Kendrick Lamar lidera as indicações ao Grammy 2026, com nove nomeações. Logo atrás, Lady Gaga aparece com sete indicações, enquanto Bad Bunny, Sabrina Carpenter e Leon Thomas completam a lista dos mais lembrados, com seis indicações cada.
Kendrick Lamar
Com nove indicações nesta edição, Kendrick Lamar desponta como um dos principais favoritos ao Grammy 2026. O rapper vive um dos momentos mais sólidos de sua carreira, impulsionado pelo álbum GNX e pelo sucesso de “Luther”, parceria com SZA.
Além do desempenho comercial, Kendrick chega fortalecido pelo impacto cultural recente. Após o embate público com Drake no último ano, o artista dominou as categorias em que disputava com “Not Like Us”, consolidando sua posição como uma das figuras mais influentes do rap atual.
O álbum também teve forte desempenho nas paradas, alcançando o topo da Billboard 200 por três semanas e reforçando seu status de sucesso de público e crítica.
Sabrina Carpenter
Sabrina Carpenter está em seu segundo ano consecutivo concorrendo às principais categorias da premiação. Seu último projeto, “Man’s Best Friend”, chamou atenção pela capa controversa, mas se sustentou pela qualidade das faixas bem-humoradas, garantindo indicações em Álbum do Ano e Melhor Álbum Pop Vocal.
Além disso, o lead single “Manchild” desponta como uma das músicas mais indicadas da noite, com quatro nomeações: Canção do Ano, Gravação do Ano, Melhor Performance Pop Solo e Melhor Clipe.
Nas minhas apostas, Sabrina deve levar Melhor Clipe e Melhor Performance Pop Solo, além de ser forte candidata em Melhor Álbum Pop. Arrisco dizer que, caso Bad Bunny não leve o gramofone de Álbum do Ano, ela pode surpreender e conquistar o prêmio mais importante da noite.
Lady Gaga
Lady Gaga marcou o primeiro semestre do ano passado ao fazer um retorno triunfal ao pop com o álbum Mayhem, que garantiu presença nas paradas musicais impulsionado pelo hit “Abracadabra”. No Brasil, o projeto ganhou força após sua grande apresentação no evento Todo Mundo no Rio 2025, consolidando-se como um sucesso de público. Em nível global, porém, apenas uma faixa do disco alcançou grande repercussão.
Suas chances nesta edição podem ser consideradas medianas — não pela qualidade do álbum, mas pelo fato de enfrentar concorrentes com campanhas mais consistentes ao longo do ano. A categoria em que surge como nome forte é Melhor Gravação Dance/Pop, onde disputa espaço com artistas como Selena Gomez, Zara Larsson e Tate McRae.
Bad Bunny
Mais latino do que nunca com “Debí Tirar Más Fotos”, ele segue como favorito nas categorias em que concorre. No entanto, a premiação carrega um histórico de pouca valorização a artistas fora do eixo EUA/UK.
Além disso, considerando o cenário político atual dos Estados Unidos, marcado por tensões e pelas ações do presidente Donald Trump, duas possibilidades se desenham: ou o Grammy se distancia das polêmicas e premia Bad Bunny de forma coerente com seu impacto global, ou o artista pode sair da noite com poucos — ou nenhum — gramofone.
Best New Artist
A categoria de Artista Revelação promete uma das disputas mais acirradas da noite. Muitos dos indicados tiveram forte impacto na indústria musical ao longo do último ano, fator essencial para figurar nessa lista.
Entre os nomes que chamam atenção está Addison Rae, artista gerenciada por Charli XCX, que se consolidou como uma das apostas do pop recente. Com uma estética provocativa e forte construção de imagem, Rae resgata elementos do pop dos anos 2000, evocando referências que remetem à fase de ascensão de Britney Spears, ao mesmo tempo em que busca afirmar sua própria identidade artística.
Conhecido pelo papel na série Victorious, a mesma produção que revelou Ariana Grande ao grande público, Leon Thomas vive um momento de virada em sua trajetória artística. Após anos consolidando seu nome nos bastidores como produtor, com trabalhos para artistas como Drake e a própria Ariana, ele agora assume de vez os holofotes.
Com o álbum “Mutt”, o cantor garantiu seis indicações ao Grammy, incluindo presenças em duas categorias do Big Four, o que reforça não apenas sua transição para artista solo, mas também o reconhecimento da indústria ao seu amadurecimento musical.
Com uma estética retrô elegante e sonoridade delicada, Olivia Dean representa a vertente mais clássica do pop britânico contemporâneo. Suas músicas, marcadas por arranjos suaves e influências que flertam até com a bossa nova, constroem uma identidade artística sofisticada e atemporal.
A cantora ganhou novo fôlego na carreira após o destaque de seu segundo álbum de estúdio, que ampliou sua projeção internacional e a colocou no radar das principais premiações. Olivia surge como uma das favoritas ao Best New Artist, especialmente por reunir características que historicamente agradam ao Grammy: apuro técnico, estética bem definida e uma musicalidade que equilibra tradição e contemporaneidade.
A nova geração assume o palco
KATSEYE, Lola Young, sombr e The Marías completam a lista de indicados a Melhor Novo Artista. Cada um apresenta identidade sonora própria e características bem definidas. Ainda assim, todos carecem de maior impacto fonográfico e de consolidação de marca no mercado. Embora já tenham emplacado hits, é preciso ir além de sucessos pontuais para se firmarem como nomes consistentes na indústria.
Esta edição do Grammy marca um momento crucial para a premiação. Muitos dos grandes nomes da música atual não devem comparecer ao evento. Com isso, a cerimônia pode ter menos performances de grande apelo popular. Esse tipo de apresentação, tradicionalmente, é o que movimenta a audiência e gera forte repercussão.
Para equilibrar esse cenário, a direção da premiação decidiu incluir todos os indicados a Melhor Novo Artista como atrações musicais da noite. A escolha funciona como uma vitrine estratégica, ampliando a visibilidade desses talentos em ascensão e reforçando o papel do Grammy como plataforma de lançamento para novas estrelas.
Ainda assim, a expectativa é alta. O Grammy é um palco marcado por apresentações históricas, que ajudaram a definir gerações da música pop. Diante desse legado, a performance desses novos artistas pode ser determinante para a forma como o público passará a enxergá-los daqui em diante.
A importância do Grammy
O Grammy é considerado o maior termômetro de relevância da indústria musical mundial. Levar o gramofone para casa significa alcançar um dos maiores níveis de prestígio da carreira musical, além de representar o prestígio que um artista pode alcançar ao longo da carreira.
Com grandes lançamentos dominando as paradas e narrativas bem construídas ao longo do ano, a disputa pelo gramofone se tornou um dos capítulos mais acirrados da música recente.
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