O mercado global de música gravada atingiu um novo patamar histórico em 2025. De acordo com o Global Music Report 2026, divulgado pela IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica), as receitas globais saltaram 6,4%, atingindo a marca impressionante de US$ 31,7 bilhões. Este é o 11º ano consecutivo de expansão, impulsionado principalmente pelo crescimento do streaming pago e pelo fôlego renovado dos formatos físicos entre os superfãs.
Em entrevista exclusiva à Music Business Worldwide, a CEO da IFPI, Victoria Oakley, celebrou os números, mas deixou um alerta claro: embora o cenário seja de bonança, a indústria enfrenta ameaças existenciais que exigem ações coordenadas de governos e plataformas.
Streaming e o poder da América Latina
O streaming continua sendo o coração financeiro da música, representando quase 70% de toda a receita global (US$ 22 bilhões). O número de usuários de contas pagas saltou para 837 milhões em todo o mundo. No entanto, o que realmente chama a atenção no relatório de 2026 é o desempenho regional:
- América Latina no topo: Pelo segundo ano consecutivo, nossa região foi a que mais cresceu no mundo, com um salto de 17,1%.
- Mercados maduros: EUA, Canadá e Europa apresentaram um crescimento mais modesto (entre 3,5% e 5,6%), sinalizando que esses mercados estão atingindo o ponto de saturação.
- O retorno do físico: Pela segunda vez na história, o crescimento das receitas físicas (8%) superou o do digital, graças à explosão contínua do vinil (+13,7%) e à recuperação do mercado no Japão.
As grandes ameaças: Fraude no streaming e IA generativa
Apesar do otimismo com os lucros, Victoria Oakley destacou dois grandes vilões para 2026. O primeiro é a fraude no streaming, que ela descreveu como “roubo puro e simples”. O uso de bots para inflar execuções drena bilhões de dólares que deveriam ir para artistas reais, um problema que o “Nation POP” tem acompanhado de perto com casos recentes de condenações judiciais nos EUA.
A segunda grande preocupação é a Inteligência Artificial. Oakley enfatizou que, enquanto a tecnologia pode ser uma aliada na criatividade, o treinamento de modelos de IA com músicas protegidas por direitos autorais, sem autorização ou pagamento, é uma ameaça direta à arte humana. “Estamos pedindo aos legisladores que apoiem o licenciamento ético e protejam os direitos que são a base de todo esse progresso”, afirmou a executiva.
O futuro: Superfãs e inovação
Para a IFPI, a próxima fase de crescimento não virá apenas de novos assinantes, mas da monetização dos superfãs. A indústria está focada em criar níveis de assinatura “premium” e experiências exclusivas que permitam ao fã mais engajado investir mais em seus ídolos.
Com a música se tornando cada vez mais global e diversa — com artistas latinos e asiáticos dominando as paradas sem precisar cantar em inglês — o ano de 2026 promete ser o campo de batalha definitivo entre a proteção do direito autoral e a inovação tecnológica desenfreada.
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