Uma decisão judicial abalou o mundo corporativo e dos bastidores da TV nesta semana. A Justiça de São Paulo determinou a apreensão do passaporte de João Appolinário, fundador e CEO da Polishop. A medida drástica foi tomada no âmbito de uma ação de execução de dívida movida pelo banco Itaú Unibanco.
A ordem visa pressionar o pagamento de débitos pendentes, marcando mais um capítulo delicado na crise financeira que a varejista enfrenta nos últimos anos.
Entenda o motivo da decisão
De acordo com informações detalhadas pelo portal InfoMoney, a decisão partiu da 25ª Vara Cível de São Paulo. O juiz responsável acatou o pedido do Itaú após tentativas frustradas de encontrar bens penhoráveis nas contas do empresário para quitar a dívida.
No Brasil, a apreensão de documentos como passaporte e CNH (Carteira Nacional de Habilitação) é considerada uma “medida executiva atípica”. Ela é utilizada pelos magistrados como última instância para coagir devedores que, teoricamente, mantêm um padrão de vida elevado enquanto possuem dívidas em aberto.
O magistrado argumentou que a medida é necessária para garantir a efetividade do processo, impedindo que o executado realize viagens internacionais enquanto a pendência financeira não for resolvida.
A crise da Polishop
A situação pessoal de João Appolinário reflete o momento desafiador de sua empresa. A Polishop, gigante conhecida por seus infomerciais e produtos inovadores, entrou com pedido de Recuperação Judicial (RJ) recentemente para tentar renegociar dívidas e evitar a falência.
Fatores que agravaram a situação da empresa:
- Fechamento de lojas: A rede reduziu drasticamente sua presença em shoppings centers.
- Cenário econômico: A alta nos juros e a retração do consumo no varejo afetaram as margens de lucro.
- Dívidas acumuladas: A reestruturação busca organizar o passivo com credores e fornecedores.
De Tubarão a Réu
João Appolinário ganhou fama nacional não apenas pelos produtos da Polishop, mas por sua postura firme e investidora no programa Shark Tank Brasil, do canal Sony. Durante várias temporadas, ele foi o “tubarão” que apostava em novos empreendedores.
A notícia da apreensão do passaporte gera um contraste impactante com a imagem de sucesso e solidez financeira que sempre projetou na televisão. Até o fechamento desta matéria, a defesa de João Appolinário não havia emitido comunicado oficial sobre recursos contra a decisão da apreensão do documento.
O caso serve como um alerta sobre as responsabilidades fiduciárias de grandes executivos e deve continuar repercutindo tanto nas colunas sociais quanto nos cadernos de economia.
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