A cantora Kesha não poupou críticas à atual administração da Casa Branca após descobrir que um de seus sucessos foi utilizado sem autorização em um vídeo oficial de propaganda militar. Em uma série de publicações contundentes nas redes sociais, a estrela pop classificou a atitude como “nojenta” e “desumana”, reafirmando que não apoia o uso de sua arte para promover a violência ou qualquer agenda de guerra.
O conflito começou quando a conta oficial da Casa Branca no TikTok publicou um vídeo mostrando o disparo de um míssil por um jato de combate contra um navio, utilizando a música “Blow”, de Kesha, como trilha sonora. A legenda do vídeo, que focava na “letalidade” das forças armadas, rapidamente viralizou, acumulando milhões de visualizações antes de ser alvo da fúria da artista e de seus fãs.
“Tentativa de banalizar a guerra”, dispara Kesha
Em um desabafo direto no X (antigo Twitter), Kesha expressou sua indignação com o uso indevido de sua obra. “Chegou ao meu conhecimento que a Casa Branca usou uma das minhas músicas no TikTok para incitar a violência e ameaçar guerra”, escreveu a cantora. Ela enfatizou que tentar “fazer piada” ou tornar a guerra algo leve através da música é um desrespeito flagrante à vida humana.
A artista reforçou que sua mensagem sempre foi sobre amor e união, o oposto do que o vídeo representava. “Eu absolutamente NÃO aprovo que minha música seja usada para promover violência de qualquer tipo. O amor sempre vence o ódio”, afirmou. Kesha ainda concluiu pedindo que a administração pare de utilizar suas canções em postagens que ela descreveu como um “ataque ao sistema nervoso” de todos.
Histórico de polêmicas com músicas pop e o Governo
Kesha não é a única artista a enfrentar esse problema recentemente. O uso de hits virais em vídeos de agências governamentais tem se tornado uma tendência polêmica. Nomes como Sabrina Carpenter, Olivia Rodrigo e SZA também já protestaram contra o uso de suas músicas em postagens de órgãos como o ICE (serviço de imigração dos EUA) e o Departamento de Segurança Interna.
Até o momento, a Casa Branca não removeu o vídeo, e o Diretor de Comunicações, Steven Cheung, chegou a ironizar as reclamações, sugerindo que os protestos dos cantores apenas geram mais visualizações para o conteúdo oficial. Para Kesha, no entanto, a questão vai além de números: trata-se da proteção de seu legado e de seus valores pessoais frente a uma apropriação que ela considera “perversa”.
O caso reacende o debate sobre o controle que artistas possuem sobre suas obras em plataformas de vídeos curtos, onde o áudio muitas vezes é desvinculado do contexto original para servir a propósitos políticos ou ideológicos.
🤩 Gostou do conteúdo? Acompanhe o Nation POP em todos os canais e não perca nenhuma novidade!
Facebook | Instagram | TikTok | YouTube
📲 Acompanhe também nosso canal exclusivo no Instagram e siga o Nation POP no Google News.
