Novas informações trazidas à tona após os recentes desdobramentos judiciais do caso Bryan Kohberger lançaram uma luz perturbadora sobre os minutos finais de Kaylee Goncalves, Madison Mogen, Xana Kernodle e Ethan Chapin. Os relatórios, baseados em análises forenses aprofundadas e confissões obtidas durante o processo, detalham uma sequência de eventos marcada por uma violência extrema e calculada na casa da King Road, em Moscow, Idaho.
A Dinâmica no Terceiro Andar
A reconstrução do crime aponta que o ataque começou no terceiro andar da residência, onde dormiam Kaylee Goncalves e Madison Mogen. Segundo os laudos periciais, ambas as vítimas sofreram múltiplos ferimentos por arma branca enquanto estavam na cama de Mogen.
Os detalhes forenses indicam que Kaylee Goncalves foi alvo de uma brutalidade excessiva, sofrendo aproximadamente 38 perfurações, além de traumas contundentes na cabeça e sinais de asfixia. A natureza dos ferimentos sugere que o ataque contra ela foi particularmente agressivo, resultando em lacerações graves no couro cabeludo, face e pescoço. Madison Mogen, encontrada ao lado de Kaylee, sofreu cerca de 28 ferimentos perfurocortantes. A análise da cena do crime sugere que, embora o ataque tenha sido rápido, a severidade das lesões em ambas as jovens eliminou qualquer chance de defesa efetiva ou sobrevivência imediata.
O Confronto no Segundo Andar
Enquanto o silêncio voltava ao andar superior, a violência desceu para o segundo pavimento. Os registros confirmam que Xana Kernodle estava acordada no momento em que o assassino adentrou o recinto, tendo recebido uma entrega de comida minutos antes e estando ativa na rede social TikTok por volta das 4h da manhã.
Xana Kernodle apresentou o maior número de lesões entre todas as vítimas, totalizando cerca de 67 ferimentos. A perícia identificou diversas marcas defensivas em suas mãos e braços, indicando uma luta desesperada pela vida contra o agressor. A resistência oferecida por Xana contrasta com a situação de seu namorado, Ethan Chapin.
Ethan sofreu aproximadamente 17 perfurações, incluindo um corte fatal na região do pescoço que atingiu a jugular. A posição do corpo e a natureza dos ferimentos levam os investigadores a crer que ele foi atacado na porta do quarto ou logo após se levantar, sem tempo hábil para reagir à investida letal.
A Brutalidade dos Laudos Forenses
Os documentos recém-unselados (tornados públicos) corroboram a tese de que a arma utilizada foi uma faca de lâmina fixa, estilo militar, consistente com a bainha “Ka-Bar” encontrada na cena. O total de ferimentos nas quatro vítimas ultrapassa a marca de 150 golpes, um número que chocou até mesmo os especialistas em criminologia mais experientes envolvidos no caso.
A precisão dos horários — situando os assassinatos entre 4h00 e 4h25 da manhã — cruzada com dados digitais dos celulares das vítimas, permitiu aos promotores montar uma linha do tempo irrefutável. A narrativa que emerge não é apenas a de um crime passional ou impulsivo, mas a de uma execução metódica onde, no caso específico de Xana Kernodle, houve uma clara consciência do ataque e uma tentativa final de sobrevivência.
Essas revelações encerram muitas das especulações que circularam online por anos, substituindo teorias por fatos forenses frios que sublinham a tragédia enfrentada pelas famílias Goncalves, Mogen, Kernodle e Chapin.
🤩 Gostou do conteúdo? Acompanhe o Nation POP em todos os canais e não perca nenhuma novidade!
Facebook | Instagram | TikTok | YouTube
📲 Acompanhe também nosso canal exclusivo no Instagram e siga o Nation POP no Google News.







