Se você já assistiu à obra-prima gótica de Guillermo del Toro, Frankenstein, sabe que não é um filme de “monstro” comum. É uma tragédia sobre paternidade, abandono e a busca por amor. O final do filme, fiel ao espírito do livro de Mary Shelley mas com o toque visual inconfundível do diretor, deixou muitos espectadores em lágrimas.
A Entertainment Weekly dissecou os momentos finais da produção, explicando as escolhas narrativas que selaram o destino de Victor Frankenstein (Oscar Isaac) e sua Criação (Jacob Elordi).
O Confronto no Ártico
O ato final do filme leva a perseguição obsessiva entre “pai e filho” para as paisagens desoladas e geladas do Ártico. Diferente das versões de Hollywood que transformam o final em uma batalha de ação, Del Toro foca no desgaste físico e espiritual.
Victor Frankenstein, consumido pela culpa e pela vingança após a morte de Elizabeth (Mia Goth), finalmente sucumbe ao frio e à exaustão antes de conseguir destruir sua criação. A morte de Victor não é heroica; é o fim patético de um homem que tentou brincar de Deus, mas não soube amar o que criou.
O Lamento da Criatura
O momento mais impactante, segundo a análise, é a reação do Monstro (Jacob Elordi) ao encontrar o corpo sem vida de seu criador. Em vez de celebrar a liberdade, a Criatura chora.
“Ele não odeia Victor no final. Ele lamenta a perda da única conexão que tinha com o mundo, mesmo que fosse uma conexão de ódio”, explica a análise do filme.
A atuação de Jacob Elordi brilha aqui, transmitindo a dor de uma “criança” abandonada em um corpo monstruoso, percebendo que agora está verdadeiramente sozinha no universo.
O Sacrifício Final
Del Toro escolhe encerrar a história com uma nota de redenção através do fogo. A Criatura decide que sua existência não tem mais propósito e que seu corpo não deve ser deixado para que outros humanos o estudem ou tentem replicar o erro de Victor.
O filme termina com a Criatura carregando o corpo de Victor para uma pira funerária no gelo, escolhendo se imolar junto com seu “pai”. É um final visualmente poético e devastador, que reforça a tese de Del Toro: o verdadeiro monstro não era a Criatura, mas a ambição humana desprovida de responsabilidade.
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