O cinema brasileiro vive um momento histórico e de grande efervescência internacional. A disputa por uma vaga e, eventualmente, pela estatueta do Oscar coloca frente a frente duas produções de peso: “O Agente Secreto” e “Ainda Estou Aqui”.
Segundo análise da CNN Brasil, os longas percorrem caminhos distintos, mas ambos carregam a esperança de trazer o prêmio inédito para o país. Com diretores consagrados e elencos estelares, os filmes apostam em estratégias diferentes para conquistar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
O drama histórico de Walter Salles
“Ainda Estou Aqui” marca o retorno da parceria icônica entre o diretor Walter Salles e a atriz Fernanda Torres. O filme aposta na emoção e na densidade histórica ao narrar a trajetória de Eunice Paiva. A produção ganhou força após uma passagem brilhante pelo Festival de Veneza, onde foi amplamente aclamada.
A estratégia deste longa foca no apelo emocional e na memória política. A atuação de Fernanda Torres tem sido o grande trunfo da campanha, evocando o prestígio que “Central do Brasil” obteve no final dos anos 90. A crítica internacional aponta o filme como um forte concorrente em categorias de atuação e roteiro adaptado, além de Melhor Filme Internacional.
O thriller político de Kleber Mendonça Filho
Por outro lado, “O Agente Secreto” traz a assinatura autoral de Kleber Mendonça Filho, conhecido pelo sucesso de “Bacurau”. Estrelado por Wagner Moura, o filme mergulha na atmosfera do Recife dos anos 70, entregando um thriller político tenso e esteticamente impecável.
A força de “O Agente Secreto” reside na popularidade global de Wagner Moura e na linguagem cinematográfica moderna de Kleber. Diferente do drama clássico de Salles, este filme busca dialogar com um público que aprecia o suspense e a crítica social afiada. A presença de Moura facilita a entrada da obra no mercado norte-americano, um fator crucial para a visibilidade entre os votantes da Academia.
Qual o melhor caminho para o Oscar?
A comparação revela dois perfis de “cinema de exportação”. Enquanto “Ainda Estou Aqui” joga com a tradição do melodrama sofisticado e biográfico, “O Agente Secreto” aposta no cinema de gênero com verniz autoral.
Ambas as produções mostram que o Brasil possui diversidade narrativa para competir no mais alto nível. Resta saber qual dessas narrativas tocará mais fundo o coração (e os votos) dos membros da Academia neste ciclo de premiações. O Nation POP continuará acompanhando cada passo dessa corrida.
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