Se você notou que seu pacote de Doritos ou sua garrafa de Gatorade ficaram mais caros ultimamente, pode haver uma explicação que vai além da inflação. A PepsiCo, dona de algumas das marcas mais famosas do mundo, está sendo acusada de operar um esquema de fixação de preços projetado para beneficiar exclusivamente o Walmart.
De acordo com um relatório bombástico divulgado pelo The Information e repercutido pela People, a empresa estaria usando táticas de “braço de ferro” contra outros varejistas para garantir que ninguém vendesse seus produtos mais barato que a gigante do varejo americano.
O suposto esquema: Como funcionava?
O processo, aberto por uma distribuidora independente, alega que a PepsiCo monitorava rigorosamente os preços de seus produtos em diversas lojas. Se um supermercado concorrente tentasse fazer uma promoção e baixar o preço de um saco de Lay’s ou Cheetos para um valor menor do que o cobrado no Walmart, a PepsiCo intervinha.
A acusação afirma que a empresa ameaçava cortar o fornecimento desses produtos populares caso os lojistas não aumentassem seus preços.
“O objetivo era proteger as margens de lucro do Walmart e garantir que ele parecesse sempre a opção mais barata para o consumidor”, sugere o relatório.
Marcas que você ama no centro da polêmica
A PepsiCo não é apenas sobre refrigerantes. O império da empresa abrange itens essenciais da despensa e do lanche da tarde, incluindo:
- Salgadinhos: Doritos, Tostitos, Cheetos, Lay’s, Ruffles.
- Bebidas: Pepsi, Mountain Dew, Gatorade, Lipton.
- Outros: Quaker Oats.
Isso significa que, se as alegações forem verdadeiras, o consumidor pode ter pagado mais caro por esses itens em quase qualquer lugar que não fosse o Walmart, devido a uma manipulação de mercado.
O que diz a lei?
A prática descrita no processo viola leis antitruste, especificamente o Robinson-Patman Act, que proíbe a discriminação de preços que prejudique a concorrência. O processo busca expor e-mails internos e comunicações que comprovariam esse conluio estratégico entre a fornecedora e a varejista.
Até o momento, representantes da PepsiCo e do Walmart não responderam oficialmente às acusações detalhadas no processo. Enquanto a batalha judicial começa nos tribunais, para o consumidor resta a frustração de saber que o preço do salgadinho pode ter sido “inflado” propositalmente.
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