A guerra declarada pelo Príncipe Harry contra a imprensa sensacionalista do Reino Unido ganhou um novo e poderoso capítulo nesta quinta-feira (22). Em um tribunal de Londres, o Duque demonstrou apoio público à atriz Elizabeth Hurley e a um grupo de figuras públicas que processam a Associated Newspapers Limited (ANL), editora responsável pelo jornal Daily Mail.
O caso, que se arrasta há anos, chegou a um momento decisivo. Se você quer entender por que a realeza e Hollywood estão unidas contra um dos maiores grupos de mídia do mundo, explicamos os detalhes desse confronto.
A união das celebridades contra a “Imprensa Marrom”
Harry não está sozinho nesta cruzada. O julgamento reúne um grupo de alto perfil que alega ter sido vítima de atividades criminosas para obtenção de furos jornalísticos. Além de Elizabeth Hurley, o grupo inclui o cantor Elton John e seu marido, David Furnish, além da atriz Sadie Frost.
Nesta quinta-feira, a presença e o suporte de Harry foram vitais para reforçar a gravidade das acusações apresentadas por Hurley. A atriz alega que foi alvo de perseguição sistemática, tendo sua vida privada devassada por métodos ilegais. A estratégia do grupo é apresentar uma frente unida: não são casos isolados, mas um padrão industrial de abuso.
As acusações: Escutas e detetives particulares
O processo detalha práticas que parecem saídas de um filme de espionagem, mas que, segundo os acusadores, eram rotina na redação do tabloide.
Entre as principais alegações contra a editora do Daily Mail, destacam-se:
- Grampos Telefônicos: Interceptação ilegal de mensagens de voz e chamadas.
- Escutas em Carros e Casas: Instalação de dispositivos de escuta em propriedades privadas e veículos das celebridades.
- Compra de Informações: Pagamento de propina a policiais e funcionários médicos para obter dados sensíveis de saúde e finanças.
- Falsificação: Uso de identidade falsa para obter registros telefônicos.
A defesa do Príncipe Harry
Para o Príncipe Harry, este processo é pessoal. Ele já declarou diversas vezes que a intrusão da imprensa foi responsável pela morte de sua mãe, a Princesa Diana, e pelo sofrimento de sua esposa, Meghan Markle.
Ao apoiar Elizabeth Hurley, Harry reforça sua missão de reformar a mídia britânica. Seus advogados argumentam que a ANL operava acima da lei, invadindo a privacidade de figuras públicas sem qualquer justificativa de interesse público, apenas pelo lucro da venda de jornais.
O que diz o outro lado?
A Associated Newspapers Limited (ANL) nega veementemente todas as acusações. A defesa do grupo de mídia classifica as alegações como “absurdas”, “fantasiosas” e uma tentativa coordenada de arrastar o nome do jornal para a lama. Eles também tentaram argumentar que os casos prescreveram (ocorreram há muito tempo), mas o tribunal permitiu que o julgamento prosseguisse devido à gravidade das evidências apresentadas.
O desfecho deste julgamento pode custar milhões em indenizações e mudar para sempre a forma como os tabloides operam no Reino Unido.
Fique ligado no Nation POP para acompanhar o veredito e os próximos passos dessa batalha judicial.
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