A neblina voltou a cobrir as salas de cinema. Return to Silent Hill marca o retorno do diretor Christophe Gans à saga, quase 20 anos após ele ter comandado o primeiro filme, considerado um clássico cult. A nova produção, que adapta os eventos do aclamado jogo Silent Hill 2, teve sua crítica publicada pelo jornal britânico The Guardian nesta quarta-feira (21). O veredito aponta para uma experiência visualmente impecável, embora com tropeços narrativos.
Uma carta de amor visual aos fãs
Segundo a análise do The Guardian, o ponto alto do filme é, indiscutivelmente, a estética. Gans prova mais uma vez que entende a linguagem visual da Konami como ninguém. A recriação da cidade fantasma, os monstros (incluindo o icônico Pyramid Head) e o uso opressivo da neblina foram descritos como “uma tradução direta dos pesadelos dos gamers para a tela grande”.
Para quem busca a sensação de claustrofobia e o terror psicológico característico da franquia, o filme entrega. A crítica destaca que a direção de arte conseguiu capturar a melancolia e a decadência necessárias para contar a tragédia de James Sunderland.
O drama de James Sunderland convence?
No entanto, nem tudo são flores na cidade maldita. A crítica aponta que, ao tentar condensar a complexa narrativa do jogo — que envolve culpa, luto e punição — o roteiro por vezes se torna apressado. A atuação de Jeremy Irvine como James é descrita como competente, mas o filme luta para equilibrar os sustos com o peso dramático da busca por sua esposa falecida, Mary.
O The Guardian sugere que, embora seja infinitamente superior à sequência anterior (Silent Hill: Revelação), Return to Silent Hill pode funcionar melhor para os fãs devotos do que para o público geral que desconhece a mitologia da série. O filme é classificado como uma obra de atmosfera densa, onde o visual muitas vezes fala mais alto que os diálogos.
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