A ativista e vereadora Benny Briolly saiu publicamente em defesa da cantora Ludmilla após ataques feitos por um vereador do PL à apresentação da artista no Réveillon de Niterói. O show, realizado de madrugada, integrou a programação oficial da virada do ano promovida pelo município, foi gratuito e reuniu centenas de milhares de pessoas.
O que deveria ser apenas celebração acabou se transformando em polêmica depois que o vereador Douglas, do PL, anunciou ter encaminhado uma representação ao Ministério Público contra o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, e contra a cantora. Entre as acusações, ele alegou que a apresentação teria feito “apologia ao crime”, além de “romantizar” o aliciamento de meninas pelo tráfico de drogas.
Diante das declarações, Benny Briolly gravou um vídeo em defesa de Ludmilla e da cultura de favela, criticando o que classificou como ataques marcados por elitismo, racismo e machismo, características que, segundo ela, fazem parte do discurso bolsonarista. O vídeo ganhou grande repercussão nas redes sociais e foi compartilhado pela própria Ludmilla.
Além da manifestação pública, Benny também protocolou uma denúncia contra o vereador, rebatendo formalmente as acusações. Em nota encaminhada ao Ministério Público, a ativista destacou que a apresentação ocorreu dentro do contexto das festividades oficiais de Réveillon, em um evento público de grande porte e relevância cultural, com a artista regularmente contratada pela administração municipal.
No documento, Benny ressalta que as declarações do vereador foram feitas sem a apresentação de qualquer prova concreta e que imputam, ainda que de forma indireta, condutas de natureza criminosa tanto a um agente público no exercício do mandato quanto a uma artista amplamente reconhecida, gerando significativa repercussão social.
A ativista também pontua que a simples discordância ideológica ou moral em relação a manifestações artísticas não configura ilícito penal ou administrativo. Segundo a nota, para que haja caracterização de crime de apologia ao crime ou às drogas, é necessária a exaltação direta e inequívoca de condutas criminosas — o que, conforme destacado, não se confunde com expressão artística ou com o retrato de realidades sociais, entendimento já consolidado nos tribunais superiores.
Por fim, Benny Briolly afirma que, até o momento, não existe qualquer decisão judicial, parecer técnico ou manifestação de órgão competente que sustente as graves acusações feitas contra Ludmilla e contra a gestão municipal, reforçando que ataques à cultura popular e periférica não podem ser naturalizados sob o pretexto de moralidade.
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