A playlist global pode ficar mais cara ou complicada em breve. Em uma escalada significativa das tensões transatlânticas, a administração do presidente Donald Trump lançou um aviso severo à União Europeia (UE), ameaçando impor tarifas e sanções contra empresas de tecnologia do bloco — com o gigante do streaming Spotify sendo apontado como um dos alvos principais.
A disputa gira em torno da alegação de que a Europa estaria jogando sujo, usando suas leis digitais para prejudicar as “Big Techs” americanas (como Apple e Google) enquanto protege suas próprias campeãs nacionais.
Entenda os detalhes dessa guerra fria tecnológica e por que o aplicativo de música sueco virou moeda de troca política em 2026.
O motivo da briga: “Discriminação Injusta”
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) iniciou formalmente uma investigação sob a Seção 301 (uma ferramenta legal poderosa usada para impor tarifas comerciais). A acusação central é que a Lei de Mercados Digitais (DMA) da União Europeia está sendo aplicada de forma discriminatória.
Segundo a Casa Branca, os reguladores europeus estão multando e restringindo agressivamente empresas americanas, forçando-as a mudar seus modelos de negócios (como a Apple sendo obrigada a abrir sua App Store), enquanto empresas europeias similares operam sem o mesmo nível de escrutínio rigoroso.
O argumento americano: “Se a Europa vai taxar e regular excessivamente a nossa tecnologia (Apple, Meta, Amazon), nós faremos o mesmo com a tecnologia deles.”
Por que o Spotify é o alvo?
O Spotify, sediado na Suécia, é a maior história de sucesso da tecnologia europeia e o principal concorrente global da Apple Music.
Para o governo Trump, o Spotify se beneficia diretamente das restrições impostas à Apple na Europa. A lógica da retaliação é simples: se a Apple perde dinheiro na Europa por causa de leis da UE, o Spotify deve “pagar a conta” nos Estados Unidos através de tarifas ou restrições comerciais.
Outras empresas europeias que podem entrar na linha de tiro incluem a Universal Music Group (que tem sede na Holanda, embora seja uma gigante global) e empresas de telecomunicações.
O que pode acontecer com o seu streaming?
Se a investigação da Seção 301 concluir que há discriminação e o governo dos EUA decidir impor tarifas, o cenário para o Spotify no mercado americano (e global, por tabela) pode se complicar:
- Aumento de Preços: Para cobrir custos de tarifas extras nos EUA, o Spotify poderia ser forçado a aumentar o valor das assinaturas.
- Guerra de Regulação: Poderíamos ver uma fragmentação onde aplicativos funcionam de maneira diferente dependendo do continente.
- Instabilidade no Mercado: Ações de empresas de streaming e música podem sofrer volatilidade, afetando investimentos em novos recursos e contratações.
Daniel Ek, CEO do Spotify, tem sido um crítico vocal da Apple há anos, mas agora sua empresa se vê no centro de um jogo de xadrez geopolítico onde as peças são movidas por presidentes e comissários, não por algoritmos.
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