A Live Nation e sua subsidiária Ticketmaster estão enfrentando mais uma batalha judicial nos tribunais dos Estados Unidos. Desta vez, a acusação não vem do governo, mas do “fantasma” de uma concorrente que alega ter sido asfixiada propositalmente pela gigante do entretenimento.
A Fanimal, uma startup de venda de ingressos que encerrou suas atividades recentemente, abriu um processo antitruste explosivo. A alegação central é grave: a Live Nation teria usado seu poder de monopólio não apenas para competir, mas para impedir que a startup conseguisse investimentos, forçando sua falência.
Entenda os detalhes dessa acusação de “jogo sujo” e como ela se soma à pressão crescente sobre a dona da Ticketmaster.
O que era a Fanimal?
Diferente das bilheterias tradicionais, a Fanimal tentou inovar com um modelo de “compra social”. A plataforma permitia que grupos de amigos comprassem ingressos juntos, oferecendo descontos progressivos — quanto maior o grupo, menor o preço.
O modelo estava ganhando tração entre a Geração Z, incomodando o status quo do mercado de ticketing. No entanto, a empresa fechou as portas, e agora seus fundadores afirmam saber o motivo exato.
A acusação: “Lista Negra” de Investidores
Segundo o processo detalhado pelo portal Music Business Worldwide, a Fanimal acusa a Live Nation de ameaçar investidores de capital de risco (Venture Capital).
A tática descrita é digna de filmes de máfia: executivos da Live Nation teriam deixado claro para fundos de investimento que, caso colocassem dinheiro na Fanimal, perderiam acesso a negócios lucrativos e alocações de ingressos controlados pela Ticketmaster.
O argumento da acusação: Ao bloquear o acesso da startup ao capital financeiro, a Live Nation teria eliminado a concorrência “no berço”, antes mesmo que ela pudesse crescer o suficiente para ameaçar seu domínio de mercado.
Live Nation na mira da Justiça
Este processo chega em um momento delicado. A Live Nation já está se defendendo de um processo massivo movido pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), que busca dividir a empresa alegando monopólio ilegal.
O caso da Fanimal serve como “munição extra” para os críticos. Ele reforça a narrativa de que a empresa usa seu controle sobre arenas, artistas e ingressos para intimidar qualquer um que tente entrar no setor.
O que isso muda para os fãs?
Embora pareça uma briga de executivos, o resultado desses processos impacta diretamente o seu bolso.
- Se a Live Nation ganha: O mercado continua concentrado, com poucas opções além da Ticketmaster (e suas taxas de serviço famosas).
- Se a concorrência ganha: O surgimento de novas plataformas (como a Fanimal tentou ser) força a redução de taxas e a criação de inovações para atrair o consumidor.
Por enquanto, a Fanimal busca uma indenização milionária pelos danos causados, mas o valor simbólico do processo — expor as táticas de bastidores da gigante — pode ser ainda maior.
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