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A casa e as casas de Djavan

Gabriel Nascimento by Gabriel Nascimento
24 de abril de 2024
in Música
Reading Time: 9 mins read
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A casa e as casas de Djavan
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Voz e violão, sua música no sumo portanto, Djavan canta frente à multidão de mais de 20 mil pessoas: “Eu fui batizado na capela do farol, Matriz de Santa Rita, Maceió”. Finca o pé na origem, aponta de onde veio — o que diz muito do passado, mas mais ainda das escolhas presentes e dos caminhos futuros. Casa, enfim. É esse o sentido que atravessa “D Ao Vivo Maceió”, álbum que documenta a turnê do disco “D” — a inicial do nome do artista, em mais um simbolismo que marca o valor essencial do início. O disco chega às plataformas digitais de música no dia 11 de abril, enquanto o registro audiovisual será lançado ainda no primeiro semestre de 2024.

“Eu tenho um amor profundo e uma gratidão imensa pela minha cidade, por Maceió”, derrama-se o compositor, em conversa em seu estúdio, no Rio. “Porque foi ali que eu me formei, foi ali que eu conheci tudo que eu precisava pra ter uma formação diversa como a minha intuição e o meu espírito gostariam. Ali eu conheci o jazz, o R&B, a música flamenca, a música nordestina, a música do Brasil… Me formatei ali”

O sentido de “casa” que atravessa o show, porém, não é um só. Porque, para além de sua cidade natal, são muitas as casas, as origens, os lares que Djavan evoca no palco. A primeira, ainda antes de entrar em cena, fala de nossa essência como povo, pela voz de uma de suas representantes mais ilustres, Sonia Guajajara. Na abertura de “D: ao vivo Maceió”, ouve-se a líder e ministra dos Povos Indígenas lendo um texto de sua autoria, feito especialmente para a turnê: “Gritamos e ressoamos o ´reflorestarmentes´, para que de uma vez por todas o nosso direito à vida seja conquistado, com base na natureza e na ancestralidade”, diz um trecho.

É ainda sobre o eco dessas palavras que Djavan abre o show com “Curumim”. Lançada em 1989, é uma canção de amor feita da perspectiva de um menino indígena, um curumim que entrega tudo à menina amada (“O que era flor/ Eu já catei pra dar/ Até meus lápis de cor/ Eu já dei/ G.I. Joe, já dei/ O que se pensar/ Eu já dei/ Minhas conchas do mar”) e se angustia com o fato de não ser correspondido.

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“Escrevi ´Curumim´ depois de ter ficado muito impressionado quando vi na televisão uns meninos indígenas brincando com esses bonequinhos G.I. Joe (lançados no Brasil como Comandos em Ação)”, conta Djavan, que dedica o show aos indígenas e a todas as minorias do Brasil.

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“Você vê a infiltração de outras culturas ali, como isso pode matar a cultura indígena. E eu trago na letra, pra sedimentar essa questão, o nome de várias etnias. Nomes belíssimos, sonoros, musicais. Assim como a expressão ´G.I. Joe´ também me pareceu, ali, extremamente musical”.

A fala nos lembra que, para Djavan, a casa é também a música — esteja ela guardada nos sons de Txucarramãe ou de G.I. Joe.

O compositor nota que o lápis de cor, o G.I.Joe, as conchas são na verdade apenas representações da sedução — “algo que é inerente a qualquer povo, a qualquer civilização”, reflete: “Estou tentando dizer, portanto, que os indígenas somos nós. Quando falo dos indígenas, das minorias, estou falando também de mim”, diz o compositor, que já em segundo disco, de 1978, trazia uma canção sobre o tema, “Cara de índio”.

Como pode ser visto nos palcos e em breve estará no registro audiovisual, ao longo de todo o show, o telão projeta imagens de artistas indígenas e periféricos, na cenografia assinada por Gringo Cardia. Desenvolvido por Marina Franco, em parceria com o estilista convidado Lucas Leão, o figurino de Djavan — uma elegância ao mesmo tempo crua e futurista, ancestral e moderna, marcada por tons terra — dialoga com o cenário, assim como com a luz de Césio Lima, Mari Pitta e Serginho Almeida. Produção esmerada que compensa a espera: gravado em 31 de março de 2023, “D: ao vivo Maceió” ganha as ruas dez anos depois do registro audiovisual anterior de Djavan, o “Rua dos amores ao vivo”.

Depois de “Curumim”, o roteiro prossegue com “Boa noite”, lançada em 1992 — o show reúne músicas que vão desde seu primeiro disco até “D”, de 2022, num panorama amplo de sua carreira. Já nos primeiros versos, Djavan brinca com a ideia do engano de quem se acha dominador. No caso, na dinâmica de um casal no jogo da sedução, mas que pode ser estendido à arrogância do colonizador que toma a terra que não é dele: “Meu ar de dominador/ Dizia que eu ia ser seu dono/ E nessa eu dancei”.

Outras essências de Djavan são tocadas ali (“Ainda bem que eu sou Flamengo”, que ele trata na canção como um modo de lidar com o sofrimento e seu propósito). E já se amplia no groove tão irresistível quanto surpreendente de “Boa noite” uma percepção que “Curumim” já anunciava: de como o artista tem uma linguagem musical sedimentada e, mais do que isso, como ela é amparada por sua banda. Estão no palco com o cantor instrumentistas que já estiveram com ele em diferentes momentos, que aprenderam a entendê-lo e ajudaram a dar forma ao que hoje se entende como a “assinatura Djavan”.

“Desde sempre tenho uma percepção musical diferente. Minha, né? Pessoal. E ninguém é obrigado a tê-la”, explica o artista.

“Mas uma coisa que Deus me deu, que é muito importante pra mim, é saber pedir, fazer com que o sujeito embarque na minha e se sinta confortável com isso. Os músicos que estão comigo hoje já passaram por esse processo várias vezes. ´Curumim´, por exemplo, Nossa Senhora! Ela tem uma divisão inusual, estranha pra quem não tá naquilo. Esses mesmos músicos de hoje relembram, toda vez que a gente vai tocar o ´Curumim´, a dificuldade que era. Mas hoje eles sabem”.

Os “músicos de hoje” a que Djavan se refere são Paulo Calasans (piano e teclado), Marcelo Martins (saxofone e flauta), Marcelo Mariano (baixo), Renato Fonseca (teclado), João Castilho (guitarra, violão e ukulele), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn) e Felipe Alves (bateria). São eles que temperam o balanço bluesly de “Desandou” (do álbum “Matizes”, de 2007); gingam com graça e malícia no medley de sambas djavânicos que une “Limão” (1994), “Avião” (1989) e “Flor de lis” (1976); incendeiam o baile caribenho de “Tanta saudade” (parceria de Djavan e Chico Buarque de 1983) — apenas para citar alguns momentos do show.

Retomando a sequência de “D: ao vivo Maceió”: depois de “Boa noite”, Djavan segue mapeando sua casa em “Sevilhando”, do álbum “D”. O compositor cria o verbo do título para descrever seu movimento por suas raízes espalhadas pelo mundo: “Sevilha plantou/ Na Alagoas nata/ Um fiel servidor”.

“A influência moura, que grassa em Maceió, em Alagoas, no Nordeste, está em mim muito fortemente. Em ´Sevilhando´, trouxe a ligação que há entre a música negra e a música da Andaluzia”, explica Djavan.

“Quando eu estive em Sevilha pela primeira vez, senti uma emoção fortíssima. Entrei naquelas vielas medievais e senti um cheiro que era uma coisa louca, um cheiro que estava dentro de mim, que eu nunca tinha sentido, mas eu sabia que aquele cheiro era meu, era da minha vida, da minha ancestralidade. Sentei no meio-fio e comecei a chorar”.

“Te devoro” (1998), “Dou-não-dou” (1987) e “Outono” (1992) exploram, cada uma à sua maneira, os cômodos de outra das casas de Djavan — a casa do desejo. O desejo que sobrevive à chuva e ao frio em “Te devoro”, que se manifesta na fera ronronando com doçura em “Dou-não-dou” e na boca que beija bem em “Outono”.

O som do acordeom do sertão sobre o relevo lindamente acidentado da música de Djavan chamam de novo pro Nordeste em “Seca” (1996). A canção nos encaminha para o já citado medley de sambas — gênero no qual, desde seu primeiro disco, o músico soube instalar seu lar. Outra do álbum “D”, “Um mundo de paz” projeta, com suingue, a ideia de um futuro melhor para o amor — Djavan só acredita em utopias que dançam.

No esperado momento voz-e-violão do show, Djavan canta “Ventos do norte” (1976), “Meu bem querer” (1980), “Alagoas” (1978) e “Oceano” (1989). Presente em seu disco de estreia, “Ventos do norte” é retomada pela primeira vez no palco — Djavan a tocou só na época do lançamento. “Alagoas” também é outra que há décadas não fazia parte de suas apresentações ao vivo.

O show traz outras novidades no roteiro. “Tanta saudade”, lançada na trilha do filme “Para viver um grande amor” (1983), é incorporada na discografia do Djavan pela primeira vez em sua concepção original — antes, ela estava só numa versão remix no álbum “Na pista, etc.”, de 2005. “Dou-não-dou” nunca havia sido levada ao palco. É o mesmo caso de “Você é” (do álbum “Bicho solto”, de 1998), que, como nota Djavan, também trata de sua origem, identidade, casa:

“Na letra, falo do negro, do árabe e do indígena. Eu me considero um misto dessas três entidades”.

Após o momento voz-e-violão, a banda retoma o palco com “Iluminado”, que Djavan gravou no disco “D” com seus filhos e netos. No show, sua família se expande para a banda e para a plateia, que canta junto e ergue as luzes de seus celulares. A já citada “Desandou” antecede “Tenha calma/ Sem você” (Djavan gravou sua canção e a de Tom Jobim e Vinicius de Moraes juntas dessa forma no álbum “Malásia”, de 1996).

Gravada nos Estados Unidos, “Luz” (1982) sinaliza outra ampliação da casa da música de Djavan para além das fronteiras brasileiras — e, em paralelo, marca a certeza do artista de pertencimento ao seu chão.

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“Nessa época a Sony queria que eu fosse morar nos Estados Unidos”, lembra o artista. “Sempre tive isso como um sonho. Chegava a ter dúvida de se não seria melhor pra mim se eu tivesse nascido nos Estados Unidos. Mas quando isso ficou prestes a ser concretizado, a primeira coisa que me veio na cabeça foi o seguinte: como é que eu vou criar com outros elementos que não os do Brasil, a cultura brasileira, as cidades, os lugares, os dizeres, as amarguras, as benesses, tudo que o Brasil pode oferecer? Viver em dólar não pagaria eu me apartar da minha cultura. Fiquei aqui. Foi a decisão mais acertada que eu tomei na vida”.

“Tanta saudade” abre espaço para “Asa” (1986), aproximando em sua letra o deus grego Zeus e o primeiro deputado federal indígena Mário Juruna — céu e chão. No meio da canção, em diferentes momentos, Djavan saúda ainda o CSA (clube de Maceió) e a lua — chão e céu.

“Se” (1992), sua música mais executada nas plataformas, é seguida de “Você é”, que prepara o terreno para a reta final explosiva do show. “Samurai” e “Sina” — ambas do álbum “Luz”, de 1982 — se mostram tão novas e infalíveis como quando foram lançadas. Em ambas, os metais brilham, como que assinando sua importância central ao longo de todo o espetáculo. No solo de Maceió, no palco armado à beira-mar, o verso “Como querer djvanear o que há de bom” parece fazer ainda mais sentido.

Indo do romantismo à catarse, o bis com “Pétala” (1982) e “Lilás” (1984) cumpre seu papel de arremate preciso.

“Você já imaginou fazer um bis e matar o que você acabou de apresentar?” pergunta Djavan, abastecido de sua experiência e sabedoria na comunicação com o público. “O bis é determinante para fazer com que as pessoas vão pra casa com a certeza de que acabaram de ver um grande show”.

Iluminadas, enfim. Djavan, afinal, conhece a importância do movimento da volta pra casa.

Tags: música
Gabriel Nascimento

Gabriel Nascimento

Jornalista, editor-chefe do Nation POP, empreendedor, especialista em Marketing, Registro de Marcas & Creator Economy. Música é seu segundo oxigênio, não vive sem! Vocês podem se conectar através das redes sociais abaixo

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